14/12/2010

Quando se quer, se faz.

Quando do conforto da solidão se é retirado,
em meio a traumas e desesperos, o encontro.
Pontes com o passado, conversas risonhas...
Lá estava ao lado, portando timidez estática.
Pensar e agir: flertar. 
Como se quis, como se fez. Arrepios.
Carona, conversa, descoberta. Contatos.

Quando no dia seguinte há ansiedade, 
Mensagens exteriorizam-se pelos elogios e atenção.
Conversas paralelas à rotina. Pensamentos idem.
Daqueles que vêm, ocupam e permanecem. 
O desejo incontrolável de se ver de novo.
Como se quis, como se fez. Carinhos.
Conhecer, conversar, comparar. Semelhanças.

Quando se segue esperando o novo,
não se enxerga o outro lado do sentir.
Continuou-se a ir, à gostar a sempre querer.
Do modo mais infantil e eficiente, gostar.
A alegria de se sentir completo, enfim.
Como se quis, como se fez. Encontros.
Encontrar, beijar, falar. Gostar.

Quando se é perfeito demais, 
a ponto de perder a emoção,
Depara-se com o receio de viver assim.
Um dos lados fincou os pés no chão.
Para o próprio bem, parar com isso agora.
Como se quis, como se fez. Amizade.
Conversar, terminar, elogiar. Chorar.

Quando se chora finalmente pelo o que sempre fez com que os outros chorassem...