Pular para o conteúdo principal

Postagens

To be.

"Brincar de ser feliz é mais do que inventar. É mais do que pensar, falar e agir. Brincar de ser feliz é simplismente brincar. O conceito de uma brincadeira não exige grande esforço para se entender: é brincar por brincar, fazer por fazer(eco!)! A felicidade minha, sua, nossa está aqui - do começo ao fim do jogo de pique, taco ou bola. Correr, cansar, cair, gritar, brigar. Ser feliz é do verbo estar, felizes os ingleses que não separam uma coisa da outra!" Texto meramente obrigativo (neologismo). 

Anjo Barroco

Entre o bem o mal, Divino e carnal, Certo e errado, Conivente e pecado. Anjos barrocos: São gordinhos, São loirinhos, São bundudos. Então clamo: "Deus: Apagues de mim A vontade o grito A carne, o fim" Mas quero a carne. "Deus, tanto quero!" Preciso tanto quanto minh'alma e coração. E se vierem juntos então? Sei que longe estão,  mas quero, de coração, a divindade e o tesão.

Triste constatação

Há uma inverdade social nada agradável. O homem (masculino) não foi feito para mostrar cultura sem ser julgado como homossexual. Tem de ser inteligente, mas de sua maneira rústica. O agravante é esse julgamento partir, na maioria das vezes, das mulheres. Antes de um despeitado do mesmo sexo do que de uma insegura pretendente O porquê disso tudo? Sabe-se lá! Feliz dia das mulheres  =)

Distant Worlds

Enquanto Edgard saía para trabalhar, contemplava o céu e as formas abstratas púrpuras de mexilhão de nuvens. Edgard sabia que no mundo distante do seu Alice olhava o mesmo céu... com outras gravuras, outras vontades, outros gritos pitorescos de imagens naturais próprias desse mundo, ainda sim de mundos diferentes. Alice sentada no meio fio olhava carro por carro à medida que chiava baixo pela demora do ônibus. Forçando a vista para discriminar o número 11 do 14, sem querer olhou o alto da ladeira, e de lá viu o horizonte, e do horizonte o céu, e do céu as nuvens. Pensou em Edgard e no mundo dele, no desconhecido mesmo mundo dela. Alice conheceu Edgard por carta. Sim, por carta. Certo dia, o rapaz comprou um produto bem cretino de uma empresa longe - bem longe ... em outro estado! - e ao notar o mal funcionamento mandou uma carta para a empresa; muito mal criada, diga-se, na qual reclamava de sua aquisição. Truque do destino é que Alice era vizinha da tal empresa, e Edgard confundiu o n...

Meme.

A Lívia Brito, do Mera Distração, é uma fofa e me mandou isso aqui. Lembra aqueles questionários de caderno, lembra também aquela corrente de e-mails que eu e meus chegados amigos internáuticos respondemos. Achei o nome meio esquisito, e demorou pra sacar de quê se tratava, mas taí, pra quem se interesse por mim: 1. A última pessoa com quem falou hoje : Não sei, conta internet? Estou falando com a Marília e o Tiago no msn – pra variar – mas se for no âmbito físico (?), foi minha irmã. 2. A última coisa que falou : “Saicu”. Sim, isso é sério, temos um relacionamento todo embasado em carinho e palavras sutis. 3. O último pensamento : “Coo! Preciso postar alguma coisa... Acho que vou pegar aquela prova de Crônicas que fiz na aula de Leitura e Redação semestre passado e passar aqui... Meme? Vou ter que mandar um barato assim igual? Ufa! Aquela prova AINDA é meu ultimo recurso!” 4. A última pessoa com quem brigou : Na boa? Não sei mesmo. Eu brigo com as pessoas todo o tempo mas nad...

Posso contar um segredo?

Parando pra pensar: Tenho um ótimo emprego; Estudo em um curso que me condiz; Tenho amigos que eu amo e me amam; Minha família é minha base; Sinto admiração e amor reciprocamente por uma mulher. * Pensando sem parar: Meu emprego afoga-me em revolta; Meu curso me deixa vazio; Eu dependo demais dos meus amigos; Minha família consegue me irritar; A mulher está muito longe geograficamente. * Sem parar e sem pensar: Sinto-me bem com o emprego, mal com o que passo lá; A faculdade me acrescenta, mas me sufoca; Meus amigos são minha base, e estou em queda livre; Minha família é meu reflexo, ou vice-versa; Deus teve um propósito em me colocar aqui e a ela lá. Qual é meu conceito de felicidade?

Tanto Forte

Cassiana amava João. Mas amava tanto, tanto e tanto, que não o conhecia. O amor que ela tinha por ele era forte, forte tão forte que a cegava. João amava Mariana. Mas amava tanto, tanto e tanto, que a odiava. O ódio que ela tinha por ele era forte, forte tão forte que não o fazia viver sem ela. Mariana amava Raquel. Mas amava tanto, tanto e tanto que transava com ela. O tesão que ela tinha por ela era forte, forte, tão forte que a fazia o papel-higiênico escorregar. Raquel amava Lídio. Mas amava tanto, tanto e tanto que era casada com ele. O companheirismo que ela tinha por ele era forte, forte, tão forte que os dois tinham um filho. Lídio amava Lucas. Mas amava tanto, tanto e tanto que era um pai curuja. O sentimento que ele tinha por ele era forte, forte, tão forte que o desesperava ver seu filho morrer. Lídio amava Pinóia. Mas amava tanto, tanto e tanto que comprava pó dele todo dia. O vínculo que ele tinha com ele era forte, forte, tão forte que ele começou a dever e foi baleado. P...

A pedra no rio.

O ano era algum em torno de 1930. A moça era jovem, tinha dezesseis ou dezessete quando casara. O marido era mais velho, beirava os vinte e seis ou os vinte e oito. Ninguém sabia ao certo. As más e sinceras linguas diziam que a pressa no casamento aconteceu pela desonra da moça. Boato ou não, havia acontecido e ela pegou barriga. Os patrões do rapaz deram moradia e função a ambos. Ele carpinava, roçava, ajudava na lavoura e ordenhava os animais. Ela ficava na casa grande, fazendo companhia e satisfazendo os caprichos da jovem senhora. A barriga crescia a cada dia. Uma das funções da rapariga era lidar com louças e roupas, trabalho o qual lhe satisfazia, pois ia pra beira do rio, com o céu e a imensidão do mundo [nada interessantes a ela] acima. De bacia na mão - o alumínio alumiava-se pelo sol - cantarolava uma das canções que ouvira da ama mais velha. Usava a barrigona de apoio para algumas peças de roupa, enquanto esfregava uma na outra de cóco...

Conselho X Consciência.

Perguntei: - Não quero mais viver assim! O que eu faço? Socorro! Responderam: - Se ela voltar com isso, chama num canto, estufa o peito e manda a real. Nem que suas próprias palavras lhe machuquem. Sou uma vergonha pra classe teatral.

Estética

Tem coisas as quais a gente sinceramente sabe que não nasceu para, certo? Uma delas, em minha vida, com certeza é tudo o que tange o conceito de artes plásticas. Eu até consigo apreciar uma boa obra de arte, uma escultura e uma foto quando vejo, mas definitivamente não possuo o dom para fazê-los, sequer pra comecá-los! Estou dizendo isso porque sentei aqui na frente desse computador, super de boa, pra procurar aprender um pouco sobre webdesign ou essas coisas do tipo, ou então encontrar imagens que me agradassem para meu blog. E é aí que encontrei a dificuldade. Eu sou tão hiperativo/ indeciso que olhei quatrocentas e oitenta e três mil e cento e vinte e uma imagens e não escolhi nenhuma. Minha idéia pro Meros Devaneios Tolos é colocar algo que faça jus ao seu nome. Daí dei uma escafurchada na internet em busca de um template ( tipo, o formato do blog) pronto. Encontrei dois em um blog dedicado somente a isso Eu achei as duas mais bonitinhas, pois, reafirmo, entendo patavinas dessas...

Entrelinhas de um criado mudo.

Eu acho que tenho certeza daquilo que eu quero agora; daquilo que mando embora; daquilo que me demora. Eu acho que tenho certeza daquilo que me conforma; daquilo que quero entender e não acomodar com o que incomoda. Não acomodar com o que incomoda,mas... Acordava do mesmo jeito de sempre: feio, descabelado e sem um pingo de vontade de viver. Vivia do mesmo jeito de sempre, também pudera, sua vida era completamente sem graça... Pra ele! Descrevia-se na terceira pessoa, por achar bonito. Dizem que essa mania não passou ainda, não por enquanto. Era vago em suas palavras, pra não se denunciar, não se expor, não ter que dar satisfações. Brigava constantemente com quem mais amava, amava constantemente quem mais brigava. Chorava. Sentava em frente uma máquina praticamente todos os dias da sua vida, o dia todo, aproveitando dela apenas as pessoas que faziam o mesmo. Precisava de um banho frio, um espelho, uma surra do destino. Precisava de distância de casa. Reencontrou a si mesmo. Via uma cri...

Nem sempre crônicas fazem sentido.

Era mais um dia comum em que ele chegava em casa, ao fim de um expediente de trabalho não tão cansativo quanto deveria ser, mas o suficiente pra ele se sentir bem consigo e seguir adiante. Como estava com tempo livre à noite, decidira por entreter-se com alguma coisa ou outra, sem significado. Sem significado tal qual sua vida, seus vícios suas paixões... Ele - eu, você, nós - estava certo que nada mais fazia sentido. Não sentido no sentido sentimento, mas no sentido sentir. Acordar cedo, ir ao trabalho, ocupar-se lá de algo que lhe fazia útil, tornar à casa (semelhantemente ao bom filho), entreter-se, conversar com alguéns e ir dormir... tudo tão obsoleto, vazio e oco. Pelo óbvio, ele procurou de onde viria a culpa: de si próprio ou de outrem? Num primeiro momento culpara seus desamores e desafetos; em seguida, culpara-se; por fim, desistiu de procurar cabelo em ovo e foi dormir. Chorar na cama que é lugar quente. 

Mulheres...

Desculpa, mas hoje não deu... Hoje não me pré-pré-preparei pra te ver, e meu coração disparou. Dizem que você sente o mesmo, só eu não percebo. Aliás, nunca percebo! Dizem que eu lhe olho, o mesmo tanto quanto você me olha, quando eu não 'tô olhando,  ou você não 'tá olhando. Acho que nem chega a ser orgulho. De minha parte, talvez sim,  mas é inclinado ao amor-próprio. Da parte dela é confusão. Mulheres... O máximo que consigo concluir, é que ela 'tá balançada entre a liberdade ou eu. E se ela acha que eu lhe tiro a liberdade... Fazer o quê! Recuso-me, com toda a energia, a acreditar que você não me gosta, do jeito que eu lhe gosto! Eu lhe entendi, e to seguindo... A cada dia mais, entendendo menos Obrigado, mulheres! (O verso anterior foi completamente desprovido de sarcasmo. E, claro, este anterior também... e assim sucessivamente)

Contente contador:

Descontente, contento-me com a contenção. Não contes com a contagem de meus contos, apenas com os contornos contados aos quatro cantos! Quem contou quantos contos contara? Conte-me! Contigo conto incontáveis descontentes, que não contentaram-se sequer com continhos de canto; contudo, comigo podes contar. Consigo conta o contador descontente; contigo conto eu,  contido, contudo contentando-me com a contenção. Contento-me comigo: consequëncia de não conseguir.  Tentei confraternizar meu conto consigo. Consigo comigo, não consigo. Quem consegue, é descontente, conseguir consignar conto a conto, não é conta que se conte!  Ah! Contente contador, se consegues ser contente, consequência da incontagem, não conto-os, apenas conto os cantinhos de meus contos, sem fazer a conta, contraindo teu contado exemplo.  Conto contigo! 

Um Bolo

Tem a massa, o recheio e a cobertura. A amadurecência, a adultidão e a desenvoltura; são a massa. A inocência, a incosequëncia e o charme; são o recheio A indecisão e o orgulho; são a cobertura. Só a massa de um bolo é sem graça e seca. Só o recheio do bolo é enjoativa e nauseante. Só a cobertura de um bolo é sem-graça e irritante. O bolo todo é a perfeita mistura, sem excessos, equilibrados, no sabor que apetece-me. Espero o bolo vir a mim; pois na sua própria festa, quem o traz não é si próprio.

Clamor padrão.

Uma tarde cheia, seca, perigosa... As sobras da noite se fazem de prosa. E o aborto de idéias desse meu dia, banais e desordeiros: há poesia. Minhas estrofes deitam os quatro versos, a rima babaca e os papos inversos. Molduras de quadros quadrados: retratos. Calor da vida na pele sem o tato. Psicólogo virtual: serve qualquer um, pro paciente incurável de mal algum. Deste desejo abortado ledamente, o desejo sempre torna comumente. Foram quatro estrofes bobas e vazias, e a quinta transforma-lhes em vadias. Vadios como nossos clamores em padrão, liberdade, amor, fé e atenção! E que a sexta se esprema! Já perdi meu tesão.

Súplica Suprema

Ultimamente eu tenho percebido que as coisas estão sem sentido pra mim,  porque há uma carência afetiva. Tô sem amor. Sei que tenho uma família e amigos que me amam, só que eu digo nas coisas em geral. Se eu nao botar amor em cada ato meu, ele será em vão. Se eu pensar que faço algo por fazer, por conseguir, pra realizar... será pouco. Nem meu sonho será bem atingido se não houver amor em cada passo que eu dê para realizá-lo. Deixo aqui um recado a todos que amo, e que sentem o mesmo por mim: hoje, de um dia piegas, evolui para uma das maiores demonstrações de amor que já fiz. Por favor, aceitem-me, não  me percam. 'cause the world needs love, and I do too.

A Cartomante

(...) Cena 5 Camilo e Rita Camilo: E foi então que pude ler no próprio coração; não consigo arrancar os olhos do bilhetinho que você me deu de aniversário. Palavras vulgares; mas há vulgaridades sublimes, ou, pelo menos, deleitosas. E não s ei se nada disso é certo. Não sei mais. Fazer isso com Vilela não é certo. Rita: - Mas não fizemos nada... ainda. Camilo: - Rita! É bom que fiquemos onde estamos! Rita: - Camilo, vou lhe dizer, não há mais como segurar. Você apareceu na minha vida e bagunçou tudo. O jeito com que você me dá atenção, o jeito de você me entender. Coisas simples, pequenas, mas que me fazem mulher. E eu não tenho nada disso com ele. Camilo: - Rita! Você não é minha! Rita: - Quem disse que não? Eu sou sua sim! Desde o dia que te vi! Você não saia mais de minha cabeça, e eu confundi a paixão avassaladora que sentia por você com repulsa, até que com seus pequenos gestos, ora de canalha, ora de menino, você me fisgou. Estou presa a você Camilo! Camilo: - Ri...