07/09/2012

Pão, pão; queijo, queijo.

- Então é isso, Celina? É pão, pão; queijo, queijo?... Eu bem vejo como você é determinada, como é cheia de preceitos e, sabe, isso é bonito de ver, Celina. Gente assim tá em falta no mundo, de verdade. Gente que sai, que escuta os outros, que pensa sobre as atitudes e que depois não arreda pé daquilo que determina. Eu não, Celina,  eu sou um bundão. Todos os dias eu saio por aí tentando colecionar afetos depois que você me deixou. Não é que eu esteja te culpando, Celina, logo você que é tão compreensível. Eu só saía por aí tentando ser uma daquelas pessoas que conquista todo mundo com um sorriso, uma palavra doce, igualzinho a você. Eu queria ser você. Só que não adianta, não é verdade, Celina? Não adianta a gente querer mudar o que é de verdade, além de bundão, eu sou um turrão. Só me compram depois que lêem da página dois pra lá; contigo não, você é tão cheia de si, tão dona do sorriso mais sincero que eu já vi. Na verdade eu queria você pra ser um pouco como você. Eita menina determinada, você. Depois que decide o que é amizade e o que não é, tem isso muito bem separado. Eu não tô sofrendo, Celina. Não por você...aliás, quem é você dentre as outras, né? O jeito que você chegou foi diferente, o papo foi legal e eu não quis deixar perder. E eu não te culpo não, menina, eu faço o mesmo com outras pessoas por aí. Eu passo pela minha peneira, porque dentro do meu universo eu tenho todo o direito de ser leviano: eu não tô externando isso mesmo! Celina, você é tão linda... mesmo sendo leviana é mais bonita do que eu. Tudo o que você tiver a oferecer é o que eu vou aceitar, em detrimento de não ter desejado botar tudo a perder no começo. Eu que quis esperar coisa demais de você, Celina, mas é que no meu mundo tudo fazia um sentido absurdo. Sua danada, é mais bonita ainda quando está determinada assim. Agora um beijo, Celina, vou em busca de prazer.