Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de 2011

O mundo sou eu.

As pessoas me perguntam se eu quero mudar o mundo. Acho isso bobagem, ao menos no meu caso, visto que se eu quisesse mudar o mundo de verdade, eu começaria por mim. Daria um jeito nessa minha falta completa de organização e tentaria controlar a tempestade de ideias e de impulsos que me inquieta, a minha incapacidade em estruturar uma rotina pacífica e controlável seria extinguida. Mas isso não acontece. A despeito dos conselhos que me deram  e que ainda vêm me dando, algo dentro de mim precisa lutar contra a vontade de facilitar as coisas na vida. Aliás, este substantivo só ganha sentido e condição quando lhe pareio aos desafios; viver vem sendo atrasar minhas decepções, para me sentir importante.     Pelo sentimento de que há algo ainda a terminar, que não adianta descansar porque ainda está pra chegar o mais difícil, que as pessoas estão me julgando, que eu falharei miseravelmente no que me propus a fazer, que não posso decepcionar quem depositou créditos em mim... sigo. Por m…

Cômodo.

Não haverá regras
muito menos organização para esta caminhada.
Na simplicidade: deixar ser.

Deixo-me ser, deixe-me ser, deixem-me, seres. Não padeço do pecado de querer as coisas pela metade. Condenado por não me esforçar a metade do que deveria.

Disfarço que me importo.

Uma prateleira cheia de livros inacabados, outros nem começados.
Vou morrer sem terminar o que me propus a viver.

Influências Térmicas.

"(...) A única finalidade da vida é mais vida. Se me perguntarem o que é essa vida, eu lhes direi que é mais liberdade e mais felicidade. São vagos os termos. Mas, nem por isso eles deixam de ter sentido para cada um de nós. À medida que formos mais livres, que abrangermos em nosso coração e em nossa inteligência mais coisas, que ganharmos critérios mais finos de compreensão, nessa medida nos sentiremos maiores e mais felizes. A finalidade da educação se confunde com a finalidade da vida."

Anísio Teixeira.


      Apesar de transparecer afetuoso e impulsivo em extremo, é com singular frieza que encaro os acontecimentos da minha vida. A gente é feito todo de influências e nada mais do que isso. Já que o conhecimento é cumulativo, é de sua constante apreensão que construímos a estrutura da nossa existência.       O que se passa, é o tanto das ditas influências que venho recebido ultimamente. Poderia resumir a minha vida toda no último mês. Sem demagogias, mas parece que Deus aponta…

Na verdade, não preciso dizer nada.

A profundidade do seu olhar encontrando o meu, enquanto os casos e as besteiras eram -- e talvez ainda sejam -- jogados ao relento. Esse olhar que fez do meu um mero receptor. Meus olhos feito plateia que saúda o artista presente, o qual é capaz das maiores peripécias para surpreender-nos.Fitando me bem no fundo de uma alma cuja existência vinha sendo ignorada há um bom tempo, falando de umas coisas que eu nem sei bem se devo acreditar.
      Deixei escapar as coisas em comum, por valorizar em demasia os segredos. Daqui a pouco, o tempo vai parar de se arrastar e me dá medo, que medo. Lembrarei eternamente de, em cada riso teu, qualquer bandeira.

O engano foi me limitar a te ganhar ou perder. 

Professar

Caso algum de vocês ainda não saiba, sim, sou professor. Não há o que considerar publicamente (ou no blog) por enquanto, então, só vou deixar meu discurso de formatura, o qual acreditei ser... interessante.
Senhoras e Senhores, boa noite.
Quando desejei ser o orador de minha e de outras turmas da faculdade de educação, comecei a refletir sobre o que de fato significa discursar a vocês num momento deste. Mais do que uma solenidade, acredito que para a maioria de nós, esta formatura seja algo como um... Descarrego. Não que tenhamos passado por um martírio ou tortura durante estes anos de formação, não também, que neste momento estejamos completamente absolvidos da necessidade constante de se dedicar com afinco ao estudo e à expansão de conhecimento. Este alívio pelo qual passamos, vem em grande parte dos nossos sentimentos mais intrínsecos e de nossos sonhos mais absurdos. E o que tem de absurdo sonhar? Ora... Seria hipocrisia dizer do alto da racionalidade que é plenamente comum desejar, n…