26/04/2008

Feminismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
"A definição de feminismo como um movimento político de mulheres que lutam pela eqüidade com relação aos homens, embora seja a definição mais recorrente não é a mais precisa."

A verdade absoluta, mais uma vez, está pouco cliques a nossa frente na internet. Sem "machismo" ou "achismo". Não quero entrar em questões políticas, tampouco filosóficas ou bíblicas; quero a questão prática.
Praticamente todas se privam do direito de fazer o que querem por meios diretos e não subjetivos. Longe de mim criticar a subjetividade; eu até curto falar mal de coisas que também compoem meus defeitos, só não é o caso agora. Vou contra a mania feminina de querer induzir seu alvo, na tentativa de tê-lo. Isso de se insinuar, de dar a entender pra depois dar. Ficar fazendo voltas e voltas, projetando o talvez, o "o que será que ele pensou quando eu fiz isso?".
Não foram poucas as que eu conheci, as quais (infelizmente com outro cara) se atreveram em quebrar esse tabu, determinado dia. A maioria ta lá, feliz. Recebendo paixão, amor, ciúmes, amizade, dinheiro, sexo e tempo.

Será que eu vou precisar tatuar na minha testa: "Pare de joguinhos femininos esdrúxulos, caso me queira, e parta para um discurso mais direto. Não precisa impor, basta dar a entender o mais claramente possível e deixar sob minha conta."?
Evidentemente não caberia.

13/04/2008

O post do alcólatra

Situação: álcool na sexta e no sábado. Sábado é hoje, álcool presente contínuo.
Decido por fazer a experiência de postar em tais moldes, veremos.Gostaria de dicertar sobre ontem.
Tudo começa com a extrema irritação proveniente da convicência com outros seres-humanos ao longo do dia todo. Brigas e mais brigas, discuções, vontade de mandar ir tomar no cu pois minha vida é minha, se é que me entendem.
Mas daí.
Veio o encontro casual. Pessoas que estavam predestinadas a estarem lá naquela hora e naquele local. Revelações que apenas esperavam a oportunidade pra serem confirmadas, pois todo mundo já sabia de todo mundo.
Diversão.
Adrenalina.
Flerte.
Luxúria.
Vergonha.
Despreocupação.
Casa.
Xingo.
Ressaca e dores genitais.
Chega o sábado. Mentiras vão, mentiras vêm. Desculpas esfarrapadas que colam muito bem são dadas. Orgulho.
Aniversário de irmã. Festa "surpresa". Carro de telemensagem. Declaração de amor.
Falando em amor, o amor da vida estava presente. Contei todo o ocorrido no dia interior.
Inveja
Estiga
Vontade
Fornicação.
PARE!
Fiquemos onde está. Afinal de contas, há muito o que se provocar entre um e outro ainda.
Mais alcool, mais meditação e muitos parágrafos. Tendo a eles, percebo. Tendo ao edonismo. Tendo ao erotismo. Tendo à balburdia. Só não tendo à tender.

Acho tendência!

06/04/2008

Quem não arrisca, não petisca.

Eu nunca tinha parado pra entender o real sentido desse dito popular.
Hoje, eu estou querendo perceber, eu estou tentando aplicar, tudo o que essa frase significa e que possa significar.
Sem rimas, quero escrever em prosa sem fazer poesia. Esse é meu problema, a poesia está intrínseca e isso me faz doente.
Só que, o que eu quero falar mesmo, é sobre não arriscar e não petiscar. Quando a gente deixa um monte de oportunidade ir embora, sem ao menos saber que eram oportunidades.
Ou quando a gente sabe que é uma chance que vem vindo, e faz o favor de desviar a cara.
Tem também, as vezes em que agimos exatamente do jeito que não podemos agir. Falamos tudo o que não era pra ser dito, sob hipótese alguma.
Existem os dias piegas.
Os dias de brigar.
O dia de dar risada da própria vida.
E existe o dia de arriscar.
Mas, este último chega sem dar aviso prévio. Chega do seu lado assim, quase encostando em você. Eu já ignorei, já despercebi, já tentei e falhei; só o que não consegui , foi petiscar.
O doce gosto da vitória azeda ao passar por meus lábios. Meu pessimismo é fruto de algum sentimento reprimido.
- Você se preocupa demais!
Queria andar ouvindo essas palavras todo o tempo. Pra poder arriscar mais, pra poder enxergar mais.
Definitivamente, meu petisco é feito de pedra e meus dentes acabaram de cair.
Meu petisco é objetivo, e minha subjetividade não desliga nunca.

05/04/2008

Descrever Assunto Incomum

Existem de vários tipos e cores. Geralmente verde-brancos e com uma aparência moderna e arrojada por fora. Várias e grandes rodas, um grande vidro frontal e outro traseiro (às vezes com propagandas comerciais).
Interiormente, é confortável e espaçoso (nos dias em que não há superlotação). Alguns têm duas portas, outros três. O piso é metálico, com uns “risquinhos” antiderrapantes. Por todo o espaço interno, existem canos utilizados como apoio e guarda.
Um lugar bem à frente é o do motorista, próximo dele fica toda a aparelhagem necessária para se guiar, ao seu lado direito fica a catraca, algumas vezes protegida por um mal-humorado cobrador, em outras, solitária na companhia de um banco vazio. Olhando-se de frente, do lado direito estão os lugares duplos, e do esquerdo os simples. No meio um corredor quase sempre ocupado. Em sua extensão, vêem-se bancos mais altos do que os outros, são os que ficam justamente acima da roda. Falando em bancos, as versões mais novas possuem estofamento, já as versões mais velhas, maltratam nosso conforto, pois são feitos de plástico.
As pessoas amam-nos e odeiam-nos, dependendo da situação. Quando precisam dele com pressa, eles atrasam. E quando quem corre contra o tempo são elas, quem se adianta é ele. Outro motivo de insatisfação é o altíssimo preço que cobram pelo seu uso. O abuso de R$2.20.
O número 08 que passa às 10h30min vai cheio. Completamente recheado de pessoas de todos os tipos, na sua maioria, estudantes. Algumas apenas sentam-se, outras dormem. Tem as que ouvem, as que falam muito alto; as que fedem e as que reclamam. Existe sempre, também, um pra ficar falando com o motorista e assim o faz dividir sua atenção entre o trânsito, o troco dos passageiros e a conversa.
De vez em quando tem brigas dentro dele. Quase sempre divertidas e desnecessárias. Os mais velhos , quando sobem, tomam o lugar dos mais novos. Os bebês choram. As crianças fazem bagunça. Os pobres, falam alto ao celular. Os ricos se escondem. Eu, quase sempre, fico de mau-humor. Mas tem aqueles que simplesmente amam.
Existe um seleto grupo que adora. Que não consegue viver sem tomá-lo, ao menos uma vez no dia. E assim vai ele, cheio ou vazio, novo ou velho, caro ou barato, pelas ruas não tão bem adaptadas a ele. As ruas que são destruídas e habitadas pelos ônibus.