04/12/2008

Mulheres...

Desculpa, mas hoje não deu...
Hoje não me pré-pré-preparei pra te ver,
e meu coração disparou.

Dizem que você sente o mesmo,
só eu não percebo.
Aliás, nunca percebo!

Dizem que eu lhe olho,
o mesmo tanto quanto você me olha,
quando eu não 'tô olhando, 
ou você não 'tá olhando.

Acho que nem chega a ser orgulho.
De minha parte, talvez sim, 
mas é inclinado ao amor-próprio.
Da parte dela é confusão.

Mulheres...
O máximo que consigo concluir,
é que ela 'tá balançada entre a liberdade ou eu.
E se ela acha que eu lhe tiro a liberdade...
Fazer o quê!

Recuso-me, com toda a energia,
a acreditar que você não me gosta,
do jeito que eu lhe gosto!

Eu lhe entendi, e to seguindo...
A cada dia mais, entendendo menos
Obrigado, mulheres!

(O verso anterior foi completamente desprovido de sarcasmo.
E, claro, este anterior também... e assim sucessivamente)


20/11/2008

Contente contador:

Descontente, contento-me com a contenção. Não contes com a contagem de meus contos, apenas com os contornos contados aos quatro cantos!
Quem contou quantos contos contara? Conte-me! Contigo conto incontáveis descontentes, que não contentaram-se sequer com continhos de canto; contudo, comigo podes contar.
Consigo conta o contador descontente; contigo conto eu,  contido, contudo contentando-me com a contenção. Contento-me comigo: consequëncia de não conseguir. 
Tentei confraternizar meu conto consigo. Consigo comigo, não consigo. Quem consegue, é descontente, conseguir consignar conto a conto, não é conta que se conte! 
Ah! Contente contador, se consegues ser contente, consequência da incontagem, não conto-os, apenas conto os cantinhos de meus contos, sem fazer a conta, contraindo teu contado exemplo. 
Conto contigo! 

15/11/2008

Um Bolo

Tem a massa, o recheio e a cobertura.
A amadurecência, a adultidão e a desenvoltura; são a massa.
A inocência, a incosequëncia e o charme; são o recheio
A indecisão e o orgulho; são a cobertura.

Só a massa de um bolo é sem graça e seca.
Só o recheio do bolo é enjoativa e nauseante.
Só a cobertura de um bolo é sem-graça e irritante.



O bolo todo é a perfeita mistura, sem excessos, equilibrados, no sabor que apetece-me.
Espero o bolo vir a mim; pois na sua própria festa, quem o traz não é si próprio.

12/11/2008

Clamor padrão.


Uma tarde cheia, seca, perigosa...
As sobras da noite se fazem de prosa.
E o aborto de idéias desse meu dia,
banais e desordeiros: há poesia.

Minhas estrofes deitam os quatro versos,
a rima babaca e os papos inversos.
Molduras de quadros quadrados: retratos.
Calor da vida na pele sem o tato.

Psicólogo virtual: serve qualquer um,
pro paciente incurável de mal algum.
Deste desejo abortado ledamente,
o desejo sempre torna comumente.

Foram quatro estrofes bobas e vazias,
e a quinta transforma-lhes em vadias.
Vadios como nossos clamores em padrão,
liberdade, amor, fé e atenção!

E que a sexta se esprema!
Já perdi meu tesão.

25/10/2008

Súplica Suprema

Ultimamente eu tenho percebido que as coisas estão sem sentido pra mim,  porque há uma carência afetiva. Tô sem amor. Sei que tenho uma família e amigos que me amam, só que eu digo nas coisas em geral.
Se eu nao botar amor em cada ato meu, ele será em vão. Se eu pensar que faço algo por fazer, por conseguir, pra realizar... será pouco. Nem meu sonho será bem atingido se não houver amor em cada passo que eu dê para realizá-lo.
Deixo aqui um recado a todos que amo, e que sentem o mesmo por mim: hoje, de um dia piegas, evolui para uma das maiores demonstrações de amor que já fiz. Por favor, aceitem-me, não  me percam.

'cause the world needs love, and I do too.

15/10/2008

A Cartomante

(...)

Cena 5

Camilo e Rita

Camilo: E foi então que pude ler no próprio coração; não consigo arrancar os olhos do bilhetinho que você me deu de aniversário. Palavras vulgares; mas há vulgaridades sublimes, ou, pelo menos, deleitosas. E não s

ei se nada disso é certo. Não sei mais. Fazer isso com Vilela não é certo.

Rita: - Mas não fizemos nada... ainda.

Camilo: - Rita! É bom que fiquemos onde estamos!

Rita: - Camilo, vou lhe dizer, não há mais como segurar. Você apareceu na minha vida e bagunçou tudo. O jeito com que você me dá atenção, o jeito de você me entender. Coisas simples, pequenas, mas que me fazem mulher. E eu não tenho nada disso com ele.

Camilo: - Rita! Você não é minha!

Rita: - Quem disse que não? Eu sou sua sim! Desde o dia que te vi! Você não saia mais de minha cabeça, e eu confundi a paixão avassaladora que sentia por você com repulsa, até que com seus pequenos gestos, ora de canalha, ora de menino, você me fisgou. Estou presa a você Camilo!

Camilo: - Rita você está agindo como uma serpente, foi-se acercando de mim, envolveu-me todo, fez-me estalar os ossos num espasmo...

Rita: (interrompendo) – Só falta pingar-lhe o veneno na boca! Vamos, Camilo, permita-se! Se eu fui serpente e você presa, devo dizer que vem sendo das mais fáceis! Até agora você permitiu que eu desse o bote em você, não vai deixar que eu termine de atacar? Ande! Me beija, mostre pra mim tudo o que você vem sentindo e quer fazer.

Camilo: - Me solta! (sai, mas para no meio do caminho e volta correndo. Agarra Rita e tasca-lhe um beijo. Os dois caem no sofá.)

(...)

trecho da adaptação que fiz para o teatro

apresentação CEUNSP 23/10/2008 às 21hs

30/09/2008

Ver mais do que ser

Por mais que evolua social e tecnologicamente, o homem ainda não aprendeu a deixar de lado a antipatia com o diferente, contrário ou, simplesmente, que não lhe seja rotineiro. Obstrui os próprios olhos quando é para enxergar as verdades alheias; nasce o preconceito.
A formação cultural de qualquer ser-humano sustenta-se principalmente no desenvolvimento do caráter, ou, especificando-se, na noção de "certo" e "errado". O problema é que muitas vezes há uma confusão psicológica quanto o que é realmene aceitável perane outra pessoa. Discrimina-se gostos, opções, etnias, vontades, atos e até julgamentos.
  A sociedade ainda não aprendeu a tolerar as novidades interpessoais, seja num grupo de deficientes físicos, numa família afro-descendente, num casal homossexual, em alguém vivendo só da arte ou vários outros casos. Há uma predisposição humana, quase que biológica, em barrar prontamente tudo aquilo que lhe for estranho; para, só depois, começar a julgar o quão aceitável é a vida/forma de viver em outrem. Mesmo quando questionado sobre suas ações "anti-diferenças", o homem omite que age assim: é o preconceito contra o preconceito.
 É policiando-se contra o instinto da antipatia, encarando o novo livremente e conseguindo enxergar sem qualquer tampão inerte, que deixa-se de lado o preconceito ou, pelo menos, a hipocrisia de que ele não existe.

Prova de Redação 
Tema: Ver com olhos livres
 Nota máxima
(talvez eu saiba dissertar ^^)

26/09/2008

Primeiras e Ligeiras Considerações.

Que o beijo marcou, que o dia valeu e que a luta cessou: eu sei.
Só não sei o que vem.
É tudo tão mínimo, por maior que seja (ou esteja) o sentimento.
Portanto do resto ainda vamos saber.
Aguardemos em pé, abraçados e com olho no olho.

05/09/2008

Justificativas...

Parado, ali, sobre a grama verdinha do asilo, Guilherme hesitou por um instante. Lembrara de uma cena, há muito esquecida, de sua pré-adolescência.
Na cozinha, sentada a mesa, com o velho maço de Free vermelho, um deles aceso sobre o cinzeiro, ela com sua voz em alto e bom tom, com uma bacia de pipoca e uma xícara de chá-mate; dizia que preferiria morrer a ir para um asilo. Criar um filho, dar tudo: carinho, amor, afeto, e - o mais importante - dinheiro; não mereceria uma recompensa tão cruel.
Isto marcou Guilherme, como um lembrete a ser encontrado no fundo de uma gaveta poeirada: não colocá-la num asilo. E era justamente o que fazia no momento. Olhara para ela, no fundo de seus olhos castanhos, os cabelos já todos sem a graça da juventude - grisalhos-, mas amarrados fortemente e com segurança como foi por toda a vida. Nas mãos, apertando contra o corpo, um retrato do marido: que saudade sentia dele!
Guilherme começou a procurar desesperadamente em sua mente alguma justificativa que explicasse seu ato. Pensou em sua falta de tempo, em sua leviandade, em seu despreparo; contudo, só o que veio-lhe à cabeça como uma doída beliscada foi: "estou vingando-me."
Outra memória de remotos tempos, reviveu-lhe seus acessos de ira juvenil. Seu completo desencaixe familiar, sua busca incessante por si mesmo, seus desamores, as cobranças ilógicas por parte dos pais e mais exemplos. Lembrou-se de tanta coisa! De tantos dias!
Nas recordações dolorosas, teve certeza de que conseguiu cumprir tudo aquilo quanto tinha prometido a si próprio: ter a profissão que queria, achar seu grande amor, casar-se, ter filhos e desenvolver sua obra de arte. Então, por um instante, veio-lhe em mente para quem realmente eram essas promessas: para os pais. Não diretamente, pois, para eles, por mais amor que tivessem, a grande maioria das escolhas do filho eram erradas. Simplesmente inconcebíveis, era o que diziam, mesmo com uma pontinha de torcida para que os errados fossem eles! E Guilherme queria apenas conseguir tudo aquilo para esfregar na cara de quem mais o amava, para, assim, encher-se de júbilo e honra.
Não fora bem assim que fizera. Alguém ensinou-lhe os preceitos da humildade, que mandavam agir com mansidão de caráter: mostrar-se vitorioso, mas pacífico, resguardado e encher a família de orgulho fazendo-lhes certos de que valera a pena a pontinha de torcida antes mencionada.
Com o tempo, as cobranças foram diminuindo, os elogios eram mais frequentes, no entanto, menos enfáticos. E todos viviam bem. Claro que não uma vida perfeita, mas dentro dos limites da raça humana e suas desproporções sócioafetivas.
Daí o pai morreu.
Por ser, talvez, tão mergulhada em seus conceitos e certezas, a mãe já não era a mesma muralha que fora trinta anos atrás. Não bastaria-lhe uma vida sozinha, no resguardo e na lembrança do grande amor. Então ele e a irmã optaram pelo asilo.
Quando ia dar o passo para sair do gramado e entrar na escadaria de entrada, veio-lhe a sensação da fumaça na cara, o cheiro de pipoca, o gosto de chá mate e a potência da voz da mãe.
Desabou em pranto. Não necessariamente por colocar quem gerou-lhe e amou naquele lugar, mas sim por ter percebido a falha no processo de sua vida.
Guilherme, à medida que enrijecia-se de preceitos e conceitos de vida, tornava-se singular. Perdera a base. Não a base docente de um pai e de uma mãe - aprender a gente aprende com todo mundo -, mas sim a maneira de expor aquilo que sentia por eles. De uma época pra frente, Guilherme esqueceu-se de deixar-se amar. De dar um abraço, de dizer que amava seu pai, de contar seu dia mesmo sem ser perguntado, de perguntar sobre o dia mesmo sem obter resposta, de encontrar o ponto em comum com sua família e louvá-lo, afinal, não é só encontrando problemas e resolvendo-os que a gente vive.
Enfim, por mais certo que tivesse dado na vida, seu pai morreu na incerteza do amor do filho... e a mãe iria morrer ainda mais só de que se tivesse ficado em casa. Guilherme esquecera de renovar dia a dia, mês a mês, hora a hora os laços afetivos que nos unem com aqueles que viam nele sua única razão de existir. Ele, em algum momento de sua vida, não mais se permitiu amar pelos seus pais.
Entrou, puxou a mãe pelo braço gentilmente, e trouxe-a para fora perguntando:
- O que lhe faria melhor agora?
E ela sorrindo de canto olhou para o céu, apertou fortemente o retrato e disse:
- Três reais para eu comprar um Free.

28/08/2008

Reclamando a dorzinha pequena

Ai, sabe? Eu detesto escrever por obrigação, assim como eu não consigo ser objetivo. Mas eu detesto tanta coisa e faço, sabe?
Ai, além disso também, me dói ficar abrindo esta maldita janela de edição textual e ficar minutos a pensar.
Ai, sem contar que tudo o que sai são idéias vagas sobre algum conceito de minha vida que desgosto.
Eu escrevo pra reclamar
Ai, e quando eu finjo tentar conseguir ser poeta, ou seja lá o que for ser poeta ou ser escritor.
Ai, mesmo assim eu fico pensando e me surgem as idéias. Coisinha ou outra que me dá vontade de postar, daí eu penso: "pra quê?"
Ai, gente, ter um blog é meio que um tiro no escuro, sabe? Mas tudo bem, tudo azul... Pra quê leitores?
Ai, pra quê platéia pro ator, pra quê aluno pro professor, pra que parceiro pro sexo?
Ai, Meros Devaneios Tolos tornaram-se -- ou sempre foram -- um monólogo numa sala vazia, uma aula para as paredes ou uma punhetinha de banheiro.

08/08/2008

É só inveja!

Invejo muita gente.
Não por suas posses,
idéias ou ideais.
Invejo essa gente,
por coisas banais.

Queria conseguir
acordar cedo.
Queria saber como
esquecer as mágoas.
Queria palavras.

Invejo pessoas
que levam a vida.
Que empurram de leve,
escutam e relevam,
apanham e aprendem.

Invejo os poetas,
invejo os frios.
Invejo os santos
e os putos também.
Invejo os opostos.

Queria saber
usar meus conceitos.
Falar no direito
de me expressar.
Quero ensinar.

Vinde coisas boas.
Venha bondade das coisas.
Mostrem-me onde estão,
para que, mais normal,
de invejoso passe pra são!

31/07/2008

Defronte o Senhor das Moscas

" Os olhos meio-fechados estavam turvos com o infinito cinismo da vida adulta. Eles asseguraram a Simon que tudo era um mau negócio.
-Não existe ninguém para lhe ajudar. Apenas eu. E eu sou o Bicho... Coisa vã o Bicho ser algo que você possa caçar e matar!... Você sabia, não? Eu sou parte de você? Perto, perto, perto! Eu sou a razão por ser tudo sem jeito? Pelas coisas serem do jeito que são?"*
Se fosse pra escolher algum, eu escolheria o Simon.
Estar junto, sentir-se incluso, escutar ao chefe, à concha!
Dar sua opinião, encorajar seu amigo, obedecer ao errado (mesmo discordando), pensar bem para falar, e não conseguir falar nada.
Procurar um jardim secreto, atrás da cortina de samambaia, com um círculo de borboletas.
Sentir-se violado com Beelzebub parado em meu santuário, encarando-me com seus olhos cínicos, e alucinar-me por sua presença hipócrita.
Mesmo assim, seria o único com coragem de subir e encarar o Bicho. E descobrir quem é ele. E vomitar em sua presença. E descer correndo, com lágrimas nos olhos. E de chegar gritando. E de entrar de butuca no ritual. E de ser assassinado pela massa. Engolido pelo mar...
Pra depois passar por isso tudo, ser comparado à alegoria de fé e religião!
Pois que eu seja o incerto Simon, alegorizando minhas verdades ocultas.

20/07/2008

Sobre toda a minha relação afetivo/participativa com a sociedade.

Mesmo que eu queira fugir, meu compromisso, desde que eu nasci e até eu morrer, é com a verdade. Por mais que ela cuspa na minha cara, e ela o faz, por mais que ela me irrite constantemente, e ela não perde a chance, e por mais que eu queira fugir dela, ela está bem aqui na minha frente.
Por esta evidente maneira, de tempos em tempos adquiro um problema a ser resolvido: a falta de paciência/vontade para com as pessoas do planeta Terra em geral ( incluindo a mim próprio). Sinceramente, fico meio que sem ação ao deparar-me com semelhantes fatos. Comparo àquelas doenças que só curam-se após dedicado repouso e, mesmo assim, deixam cicatrizes inesquecíveis ao portador.
Só quero deixar aqui o meu apelo para todos que me conhecem/convivem comigo. Não que seja este o real intuito deste blog, entretanto não sei mais qual é. Uso esta postagem somente para demarcar. Efim, vamos ao tal apelo:
Peço, encarecidamente, que considerem toda hostilidade da porta pra lá (sim isto foi um trecho de Loser Manos), para assim conseguírem lidar com minhas amarguras e minhas crises de necessidade de atenção. Mesmo sabendo que o que eu realmente quero é "brilhar em cima de meu palquinho", não acho tal desejo indigno. Acho-o normal, humano, edificante. Afinal de contas, tem tanta gente por aí que só ficaria feliz com muito dinheiro ou com muita gente obedecendo-a.
Até um cachorro tem o instinto de defesa, aliás, TODO animal vem com o instinto nato, portanto, o meu não é falho - considerando todo meu ser selvagem. Não quero ser o ser mais correto do mundo, muito pelo contrário, quero assumir meus erros e minhas falhas para, desta forma, conseguir viver em harmonia completa com eles e comigo próprio.
Seria pedir demais? Se fosse, pra quem seria o pedido demasiado?
Pra mim ou pra você ?

16/07/2008

nojinho

- de praça, de bosque, de sorriso, de abraço, de musica animada, de balada, de barzinho, de violão, de sol, de frio, de poeira, de amarelo, de rotina, de exercício, de leis, de estudar, de sistema, de forró, de comédia, de reuniões, de gentileza, de sociedade, de unidade, de pão, de leite, de pizza, de conselho, de televisão, de internet, de criança, de adulto, de shopping, de espelho.

- Enfia o dedo na goela e vomita.

04/07/2008

Entrelinhas de um Amor Puro

"O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas que o tempo
Tem pra me conceder
São tuas até morrer"
De onde vem isso? Que capacidade adormecida? Que novo estágio é esse? Pra qual etapa passei? Acabei de chegar da solidão? E ela, pra onde vai, então?
"E a tua história, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro que ainda nem sabe
A força que tem
é teu e de mais ninguém"
E tu, quem és? Onde exatamente estás agora? De que gostas, de que desgostas, de que poderias gostar? Até qual ponto és igual a mim? Por quais diferenças clamarás? Reclamarás?
Existirás?
"Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande história"
Obrigado. Agradeço-te e a Deus por reviver isso dentro de mim. Há quanto não vinha esse calafrio, essa vontade de ver, e de não ficar pensando no que fazer após nos vermos. De deixar pra depois. De sentir agora, de viver depois.
De ser pisciano.
"Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul"
De onde quer que venhamos, pra onde quer que iremos, dizer que bastamo-nos um a outro é obsoleto, contudo dizer que pela vontade de amar-nos, meio caminho já fora andado
é certo.
"Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro"
O tempo urge, a vida passa, vives, cresces, mostras-me de tudo o que és capaz. E eu admiro, e preparo-me, como se arasse a terra para o plantio, é como se eu estivesse pronto pra ser uma semente de ti, florescendo em mim. Paixão ante amor, amor ante grande história.
E nós.
E o mundo
E o amor
Puro.

02/07/2008

Fútil

Vazio.
Mentira, nem é.
É tipo um "reset".
É quando conscientizei-me,
de quem tem as rédeas.
Ninguém tem.
É quando tudo o que quero,
é estar só
e muito bem acompanhado.
O único par que me interessa,
é quem não me indispensa.
Sacas?
É como a Adriana canta:
"Na solidão,
eu descobri
que nada sei de mim"
A da Rapaziada,
não a Calcanhotto
(que fique claro).

25/06/2008

Qui qui cê curte?

"-Qui qui cê curte?
-Ahn?
- De música, assim?"

Toda vez em que me deparo com essa pergunta ou algo parecido, sinto-me facear um dilema.Quero dizer, como é que eu vou definir meu gosto músical com poucas palavras? Eu gosto de tudo um pouco, de algumas músicas gosto mais, doutras, menos. Tem algumas que ouço só quando toca por aí, outras que sento na frente do computador e deixo tocando no player (aliás, lembrei-me agora de abri-lo...pronto! Kate Bush!) e tem aquelas que me lembram meus pais, algum amigo, alguma situação, sei lá, alguma coisa.
Então comecei a fazer uso do termo "Eclético", só que, depois de ter lido e rido piscinas daquela maldita comunidade, não consigo mais ler, falar, ou ouvir essa palavra sem vir a imagem do Roupa Nova a minha cabeça e minha total falta de personalidade, conhecimento e interesse em música. Óbvio que isto não é culpa do orkut, mas, covenhamos, é a verdade.
Daí eu comecei a lascar 'MPB' e me relançavam ou outra pergunta: "O que é isso?" ou "Ai, credo, música de fresco". A resposta da pergunta vai ao encontro da retórica sobre a afirmação: é Musíca POPULAR Brasileira, todavia o que possui de popular? E a minoria da população é fresca, logo, haveremos de convir...
Certo faz a Nova Brasil FM em colocar "Música Brasileira de Qualidade" em seu slogan, eliminando, assim, o termo 'popular', já que o popular eliminou a rádio faz tempo. Daí eu fiz o mesmo, prá quê!: "ah é, música brasileira? cê curte pagode tamém, mano?" ou " como assim? tem música brasilera que é de qualidade?".
Evidentemente, tive de usar mais palavras ainda pra definir meu gosto músical, e caí no mesmo problema de antes, e no mesmo nariz torcido e cara de "que pseudo-intelectual esse cara".
Tentei: "de tudo um pouco...", mas recebia um "mas o qui qui cê mais curte?", daí era obrigado a expor todo um rol de compositores, cantores e bandas, sempre injustiçando um deles pela falta de memória.
Porque, gente, eu curto mesmo muita coisa: clássica, funk, axé, samba, pagode, sertanejo, mpb, pop rock, lounge music, psy, rap, heavy metal, gospel, nipon rock etc. Aliás, eu não desgosto de nenhuma música na face da Terra (em um primeiro momento e sem muitas repetições, que fique claro), ou seja, eu não curto de tudo um pouco, mas de tudo tudo e o que eu não conheço também, já curto. Daí fica assim, já que a modinha é "não rotular".
_
"-Mas todas mesmo?
-Ahan
-Credo, que total falta de personalidade, conhecimento e interesse em música, véio.
- To ouvindo Kate Bush agora, pra você ver...
- Quê?
- Nada, você é muito eclético, não iria saber"
_

23/06/2008

Possibilidade

Vou contar-lhe do que gostei:
Gostei de ter observado-lhe na multidão, admirado-lhe de longe, de ter irritado-me com sua ipertinência de início, e de ter conseguido aproximar-me de você lentamente. Do jeito fofo que você sorri e faz comentários infantis, e do jeito fofo que você me segue ou fica perto de mim. Também gostei da sua raiva involuntária quando vieram flertar comigo, de suas ofensas juvenis a ela, de não gostar que eu desviasse o foco de você, conforme a ignorava .
Gosto das espinhas em seu rosto, e do modo que você não está nem aí pra elas, gosto também do que você fez com seu cabelo hoje, não quinta-feira. Da sua altura, das suas mãos, dos seus pés, tudo me chamou a atenção, tão rápido.
Mas, por favor, não confunda. Foi tudo fruto de uma observação imaginativa dum turrão carente. Foi tudo armação de possibilidades mentais. Na verdade, você nem sabe que eu existo direito, ou só me acha "da hora pra caramba". Só que eu quero mostrar-lhe o mundo, como é viver em dezenove. As possibilidades, as amizades, as pegações, e o jeito insipido que passamos pela vida das pessoas que nos encantam e encantamos
Logo você, que é encantável. Encante-me, por favor.

14/06/2008

Calor e Frio

"Redescobrir o valor de si próprio é algo muito lucrativo em determinados momentos da vida."

Gegório, ou Greg, era um quase adulto como qualquer outro. Aos dezoito considerava-se capaz de proezas melhores do que a de mais velhos ou novos. Tinha um talento ilustre para a música, e sabia que poderia ser melhor do que Chico ou Gil, pois, pra si, já era suficientemente bom e gozava de mais tempo para sua própria evolução. Ele só não falava nada disso pra ninguém, porque também sabia manter sua modéstia impecávelmente bem. Por pequenos atos ilustres depertava a admiração de qualquer pessoa.
E seguia sendo.
Sempre com a infalível tática de observar de início. Para alguns, precisava de cinco minutos, para outros, meia hora, para alguns, cinco dias, e pra pouquíssimos, a vida toda. Destes difíceis de se compreender, tornava-se amigo. De uma maneira admirável, diga-se de passagem. Greg era o tipo de amigo que apenas aconselhava quando requisitado, tornando-se , assim, muito cordial e respeitador com os problemas alheios. Além disso, tinha o costume de fazer as pessoas rirem com a piada certa, no tempo certo. De fazer as pessoas chorarem, com a palavra certa, o pequeno empurrãozinho para o pranto sempre era dele.
Por ser tão quente, Gregório era demasiado frio.
Pescava as situações que o cercavam de um modo superior e aterrorizante, em alguns casos. Demorava um tempo maior que a maioria dos seres-humanos para computar um sentimento qualquer. Se fosse pra achar graça de algo, relfetia sobre o teor cômico da piada, daí pensava se seria vantajoso para ele rir naquele momento, daí sim, soltava uma gargalhada em meio tom, boa de se escutar, além de mostrar seu belo sorriso muito convitativo. Agia da mesma forma quando era contrariado: pensava o porquê da afronta vinda de outra pessoa, e ponderava sobre sua certeza em defender a hipótese ou teoria contestada. Se lhe fosse útil mais tarde, calar-se-ia ou pediria desculpas, se não, fazia uso de sua impecável retórica poucas vezes vencida. Até pra chorar o rapaz possuia um retardo. Em despedidas, ofensas, mortes, músicas, demonstrações de afeto, delarações de amor etc; tudo era processado com seu calculísmo, repito, assustador, e se lhe valesse a pena, chorava de várias maneiras.
Seu choro era um show à parte. Conseguia soltar aquela lágrima no canto inferior do olho direito, perto do nariz, que escorria lentamente até a boca, então limpava com a mão e fazia uma cara de "que droga não quero chorar", amaceando assim o coração do causador de seu pranto. Greg só chorava pra valer, incontrolávelmente, quando algum de seus costumes fossem quebrados. Quando não provesse de tempo pra pensar em sua próxima ação, quando era jogado contra a parede, ou, a pior, quando engolia alguma palavra.
Ele até sentia a asperez pela garganta, descendo vagarozamente, quando quase no estômago, fazia uma transposição estranha ao coração. E chegava como uma bigorna, apertando-o e fazendo-o pesado. Com a mesma força que a palavra descia, a ânsia e um grito abafado apertando as amídalas subia. Espremia tanto, que fazia os olhos cerrarem, enxarcando-lhes. Pelos dois olhos, as lágrimas desciam por todo lugar possível. Avermelhava a face, trancava o nariz, soluçava , desmontava e, dando o ultimato de sua condição humana, esquentava-o.
Ficava tão quente quando chorava, tão frágil, de dezoito ia a dois meses. Precisando dos cuidados alheios, incapaz de fazer qualquer coisa por si só.
Pelos tempos seguintes, murmurava pelos cantos, mudava drásticamente de humor e ia paulatinamente soltando pedaços da palavra engolida. E se sentia péssimo por ter perecido a essa situação. Nesse ciclo, acontecia algo milagroso, era como se Greg precisasse sempre disso, de tempos em tempos. Ele redescobria o valor de si próprio, e percebia ser um negócio muito vantajoso. Melhorava por isso, e se achava, mais uma vez, alguem superior pelo domínio dos sentimentos e pelo descaso com que tratava os de qualquer outra pessoa na face da terra.
Greg é apaixonante.

02/06/2008

As seis pessoas...

...que lêem este blog, elegeram democraticamente a situação do leiaute.

Meros devaneios tolos: leia-o e indique-o.

27/05/2008

3:30 AM

Que sensação é essa? Que medo do que está por vir povoa o meu ser, hoje, aqui em meu velho quarto azul? "Li" meu álbum de fotografias à Camões: de uma maneira "nunca dantes explorada".
Vi tudo o que a vida, ou , sem ter vergonha, este Ser maior, está querendo me mostrar, me esfregar na cara, me fazer engolir, digerir e carregar comigo.

De qual pressuposto infame estou, eu , partindo quando sinto-me só e para sempre à mercê de um destino repleto de infortúnios?

Há sim, quem me apoie e deseje, mais que tudo em sua vida, meu pleno sucesso e realização pessoal. Mal-agradecido, eu omiti tal fato de minha mente e coração.

"De hoje em diante, serei quem sou, no instante agora". Foto por foto, via que nada em minha vida fora em vão, portanto não tenho o direito de torná-la obstoleta conforme sigo meus futuros passos.

Idealizei meu percurso, seguir-lo-ei , agora, com a elegância de um errante. O que me felicita é saber que já saí de fábrica com o alvará para cometer quaisquer erros. O máximo que me custará é a morte, quero dizer, só por consequëncia dela não poderei consertar meus enganos.
Minha humanidade é, sempre foi e sempre será, meu maior e melhor porto seguro. Não me consifero perfeito, mesmo, e dou graças por isso. No entanto, tal fato não é justificativa para a "persistência no erro auto-confortante". Fiz-me entender, creio.

Voltando à trajetória que estou a percorrer, abri meu leque de opções e lido com elas de uma maneira assustadoramente objetiva: uma proeza inerte ao meu ser.

Daí, assim:
Em dezenove anos e dois meses, fui sendo rodeado pelo meu destino, mesmo que eu ou outros tentássmos fazê-lo dasistir. O danado encontrou uma brecha e foi tomando conta pouco a pouco. Tá aqui agora, ao meu lado, fazendo-me cafuné enquanto escrevo. Dando-me, assim, inspiração: uma das suas principais armas na luta por sua própria realização.

Sobre o destino, é impossível citá-lo sem o relacionar diretamente à sua mandante: a arte.
Juro que sou artista, viu? Amiúde faço por aí das minhas artes. Não precisam ser reconhecidas pela sociedade, por um amigo, por um estranho, por mim, por ninguém! A arte se basta pelo ritual estabelecido no momento de sua criação. Aí, eterniza-se, pois, mesmo com etapas primitivas, o destino dessa arte já está muito bem ob/subjetivado. Estando eu também em mesmas condições, concluo, na penúltima foto, que também sou arte.

25/05/2008

Respostas que devem ser reveladas mais tarde

- Vai pra rua logo, tá me enchendo.
- Tá bom então. Tchau. Fui. Pra sempre.
- ( pausa e mudança de expressão) Ai, não fala assim.
- Falo mesmo.
- Não fala, que eu morro de remorso se você morrer.
- Por quê?
- Porque eu não deixei você ser tudo o que quis na vida.
- E quem disse que precisei da sua permissão.Imagina.

14/05/2008

Fim, relaxado moleque!

Ter maturidade,
madura idade.
Ser adulto, então,
só pra variar.
Desisto.Sério mesmo.
Parei de me forçar.
Forcei-me a querer.
Quero normalidade,
normal idade.
Ah! Meus dezenove!
Dez e Nove:
o mínimo de notas,
que quero receber.
Recebo-as por mim,
como desistência.
Fim
.
Tudo até agora
foi deveras relaxado.
Por que, meu Deus,
eu sei que vai
continuar sendo,
mesmo que eu
não queira mais
que seja assim ?
Que seja!
Vou fingir, então,
que não tá sendo.
Cedo,
do verbo ceder.
Nunca estará perfeito;
não posso, contudo,
privar-me de tentar.
Só pelo prazer
de ser
relaxado
.
Conselhos que me deram:
Façam valer!
Clamo por eles,
no interior de meu ser.
'Estabeleça-se,
moleque!'
'Pense e aja,
moleque!'
'Planeje e crie,
moleque!'
Só não perderei
o pouco que tenho
de moleque.
Não posso mais
sonhar em ser
mal-agradecido.
Tudo o que me deram
até hoje
foi muito,
em vista
do cara fútil
em que me tornei.
Parar-me-ei.
Onde já se viu?
Tanto amor assim
em mim
pra mim
por mim
perante mim
E eu aqui,
moleque
!

09/05/2008

O post do Alcólatra 2

Não sei dizer o porquê, mas parece que só extremamente bêbdo consigo escrever tudo o que eu estou sentindo.Talvez seja pela maldita inspiração, que só vem quando você está em estado de exctase por algo ocorrido. Sinto 50% da condição alcoolatra indo embora, e isso me faz capaz de contar a todos vocês: finalmente fui feliz!!!
Sabe quando desde muito cedo você alimenta aquele desejo imenso em sua alma? E não obstante, quer cumpri-lo da melhor maneira possível? Pois é, foi o que aconteceu hoje.Muito bêbado estou escrevendo isso (perdoem-me pelos erros de ortogratifa/gramática/sintaxe/pontuação/etc), para contar-lhes a grande felicidade que se aloja recentemente em meu peito. Finalmente pelo poder de minha palavra, consegui conquistar, fazer alguém certo daquilo que queria. Dessa forma, fui feliz e realizado. Estou satisfeito; entretanto, sobra um gostinho de "quero mais'.
Só o tempo me responderá.
Por hoje, valeu. Minha ânsia de vida foi regurgitada, e vomitada também.
Mesmo que o texto não faça sentido algum.

05/05/2008

Samba / RAP de última hora...

Me recuso

Tá todo mundo preparado.
Vai crescendo e aprendendo,
que nesse mundo de histórias,
quem não pegar, tá perdendo.

Acho que já aprendi qual é
o jeito certo pro errado.
Só não vieram me ensinar,
o amor tá ultrapassado.

Mas me recuso a acretidar,
que por um dia acreditei.
Pra alguém, podia falar
tudo aquilo que eu falei.

Verdade, verdade verdade!
Cala o mundo e vem passar aqui.
Mentira, mentira soberba!
A Raiva de amar, sorri!

Verdade, verdade e maldade!
Desistir do amor pelo tesão.
Mentira, mentira, mentira!
Quem bate melhor é o coração.

Será meu pecado a vontade,
dos tempos idos do sentir?
Pois digam à toda sociedade:
Já que nasci, não vou fingir.

Se eu pensar em desistir,
me impedirá, essa paixão .
Minha verdade é turva e só.
Fere a alma e aceita a razão.

Só me recuso a contrariar,
as ordens dúbias do prazer.

Penso melhor e deixo estar.
Só quero sentir, o que é pra ser.

Verdade, verdade verdade!
Cala o mundo e vem passar aqui.
Mentira, mentira soberba!
A Raiva de amar, sorri!

Verdade, verdade e maldade!
Desistir do amor pelo tesão.
Mentira, mentira, mentira!
Quem bate melhor é o coração.


[ okay, não me perguntem de onde veio isso...pensei e fiz!]

26/04/2008

Feminismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
"A definição de feminismo como um movimento político de mulheres que lutam pela eqüidade com relação aos homens, embora seja a definição mais recorrente não é a mais precisa."

A verdade absoluta, mais uma vez, está pouco cliques a nossa frente na internet. Sem "machismo" ou "achismo". Não quero entrar em questões políticas, tampouco filosóficas ou bíblicas; quero a questão prática.
Praticamente todas se privam do direito de fazer o que querem por meios diretos e não subjetivos. Longe de mim criticar a subjetividade; eu até curto falar mal de coisas que também compoem meus defeitos, só não é o caso agora. Vou contra a mania feminina de querer induzir seu alvo, na tentativa de tê-lo. Isso de se insinuar, de dar a entender pra depois dar. Ficar fazendo voltas e voltas, projetando o talvez, o "o que será que ele pensou quando eu fiz isso?".
Não foram poucas as que eu conheci, as quais (infelizmente com outro cara) se atreveram em quebrar esse tabu, determinado dia. A maioria ta lá, feliz. Recebendo paixão, amor, ciúmes, amizade, dinheiro, sexo e tempo.

Será que eu vou precisar tatuar na minha testa: "Pare de joguinhos femininos esdrúxulos, caso me queira, e parta para um discurso mais direto. Não precisa impor, basta dar a entender o mais claramente possível e deixar sob minha conta."?
Evidentemente não caberia.

13/04/2008

O post do alcólatra

Situação: álcool na sexta e no sábado. Sábado é hoje, álcool presente contínuo.
Decido por fazer a experiência de postar em tais moldes, veremos.Gostaria de dicertar sobre ontem.
Tudo começa com a extrema irritação proveniente da convicência com outros seres-humanos ao longo do dia todo. Brigas e mais brigas, discuções, vontade de mandar ir tomar no cu pois minha vida é minha, se é que me entendem.
Mas daí.
Veio o encontro casual. Pessoas que estavam predestinadas a estarem lá naquela hora e naquele local. Revelações que apenas esperavam a oportunidade pra serem confirmadas, pois todo mundo já sabia de todo mundo.
Diversão.
Adrenalina.
Flerte.
Luxúria.
Vergonha.
Despreocupação.
Casa.
Xingo.
Ressaca e dores genitais.
Chega o sábado. Mentiras vão, mentiras vêm. Desculpas esfarrapadas que colam muito bem são dadas. Orgulho.
Aniversário de irmã. Festa "surpresa". Carro de telemensagem. Declaração de amor.
Falando em amor, o amor da vida estava presente. Contei todo o ocorrido no dia interior.
Inveja
Estiga
Vontade
Fornicação.
PARE!
Fiquemos onde está. Afinal de contas, há muito o que se provocar entre um e outro ainda.
Mais alcool, mais meditação e muitos parágrafos. Tendo a eles, percebo. Tendo ao edonismo. Tendo ao erotismo. Tendo à balburdia. Só não tendo à tender.

Acho tendência!

06/04/2008

Quem não arrisca, não petisca.

Eu nunca tinha parado pra entender o real sentido desse dito popular.
Hoje, eu estou querendo perceber, eu estou tentando aplicar, tudo o que essa frase significa e que possa significar.
Sem rimas, quero escrever em prosa sem fazer poesia. Esse é meu problema, a poesia está intrínseca e isso me faz doente.
Só que, o que eu quero falar mesmo, é sobre não arriscar e não petiscar. Quando a gente deixa um monte de oportunidade ir embora, sem ao menos saber que eram oportunidades.
Ou quando a gente sabe que é uma chance que vem vindo, e faz o favor de desviar a cara.
Tem também, as vezes em que agimos exatamente do jeito que não podemos agir. Falamos tudo o que não era pra ser dito, sob hipótese alguma.
Existem os dias piegas.
Os dias de brigar.
O dia de dar risada da própria vida.
E existe o dia de arriscar.
Mas, este último chega sem dar aviso prévio. Chega do seu lado assim, quase encostando em você. Eu já ignorei, já despercebi, já tentei e falhei; só o que não consegui , foi petiscar.
O doce gosto da vitória azeda ao passar por meus lábios. Meu pessimismo é fruto de algum sentimento reprimido.
- Você se preocupa demais!
Queria andar ouvindo essas palavras todo o tempo. Pra poder arriscar mais, pra poder enxergar mais.
Definitivamente, meu petisco é feito de pedra e meus dentes acabaram de cair.
Meu petisco é objetivo, e minha subjetividade não desliga nunca.

05/04/2008

Descrever Assunto Incomum

Existem de vários tipos e cores. Geralmente verde-brancos e com uma aparência moderna e arrojada por fora. Várias e grandes rodas, um grande vidro frontal e outro traseiro (às vezes com propagandas comerciais).
Interiormente, é confortável e espaçoso (nos dias em que não há superlotação). Alguns têm duas portas, outros três. O piso é metálico, com uns “risquinhos” antiderrapantes. Por todo o espaço interno, existem canos utilizados como apoio e guarda.
Um lugar bem à frente é o do motorista, próximo dele fica toda a aparelhagem necessária para se guiar, ao seu lado direito fica a catraca, algumas vezes protegida por um mal-humorado cobrador, em outras, solitária na companhia de um banco vazio. Olhando-se de frente, do lado direito estão os lugares duplos, e do esquerdo os simples. No meio um corredor quase sempre ocupado. Em sua extensão, vêem-se bancos mais altos do que os outros, são os que ficam justamente acima da roda. Falando em bancos, as versões mais novas possuem estofamento, já as versões mais velhas, maltratam nosso conforto, pois são feitos de plástico.
As pessoas amam-nos e odeiam-nos, dependendo da situação. Quando precisam dele com pressa, eles atrasam. E quando quem corre contra o tempo são elas, quem se adianta é ele. Outro motivo de insatisfação é o altíssimo preço que cobram pelo seu uso. O abuso de R$2.20.
O número 08 que passa às 10h30min vai cheio. Completamente recheado de pessoas de todos os tipos, na sua maioria, estudantes. Algumas apenas sentam-se, outras dormem. Tem as que ouvem, as que falam muito alto; as que fedem e as que reclamam. Existe sempre, também, um pra ficar falando com o motorista e assim o faz dividir sua atenção entre o trânsito, o troco dos passageiros e a conversa.
De vez em quando tem brigas dentro dele. Quase sempre divertidas e desnecessárias. Os mais velhos , quando sobem, tomam o lugar dos mais novos. Os bebês choram. As crianças fazem bagunça. Os pobres, falam alto ao celular. Os ricos se escondem. Eu, quase sempre, fico de mau-humor. Mas tem aqueles que simplesmente amam.
Existe um seleto grupo que adora. Que não consegue viver sem tomá-lo, ao menos uma vez no dia. E assim vai ele, cheio ou vazio, novo ou velho, caro ou barato, pelas ruas não tão bem adaptadas a ele. As ruas que são destruídas e habitadas pelos ônibus.

27/03/2008

Criticas Irracionais

-Eu [ironia]concordei[/ironia] com o Senador Mão Santa quando pediu pro Piauí todo votar na Gyselli, segunda-feira na TV Senado.Pena que a maioria das pessoas de lá não têm telefone.

-Eu acho que não é preconceituoso o Seu Jorge chamar a menina de "Pretinha" no começo da música "São Gonçalo". O fato dele também ser afro-descendente anula todo significado pejorativo. Estranho seria o Ovelha cantando: "Uou Uou Iê Iê, Pretinha, sem você não viverei"

- Todo mundo come banana com um puta falso moralismo. Muita gente tem vontade de chupar, e outras de ficarem olhando. Voto para que comam mais bananas durante um orgasmo.

- O espirro É uma arma inerente ao corpo-humano. A capacidade que um espirro tem de afastar quaisquer pessoas próximas é pouco explorada. Mike Tyson precisaria ter mordido metade das orelhas que mordeu, se tivesse espirrado em luta.

... em breve, assim que me lembrar, teremos mais criticas irracionais...

O dito é verdade, e DOU FÉ!

26/03/2008

Pleno Quotidiano Versão ÔMEGA

Tá no canto lá, é só baixar

AGORA CHEGA DESSA PEÇA!

E quem já não viajou no Perfil do orkut, não é mesmo minha gente?

"About me",você pergunta?
Dono da realidade nua e crua,
quem sabe, mais crua do que nua.
Aquele circo que parece castelo,
esses dias tinha o cabelo do Belo.

Um oportunista interesseiro.
Grosso, insensível em demasia.
O que não foi, mas disse que ia.
Quer confete, emoçao na despedida,
só odeia satisfações sobre a vida.

Mune-se de princípios atoa.
Pisciano otário que ama demais.
Certo dia, ignorou o amor, ademais.
Agora vive à sombra da mágoa,
sempre junto daquela fresca água!

Fala mal, grita, ri alto, se exibe.
Diz por aí que gosta de uma arte,
mas nunca se viu fazer sua parte.
Diz também que é sincero, engano,
é um pândego hipócrita desumano.

Caso o chamem para a conversa,
encarnará a simpatia em pessoa.
Fará o que pode, mesmo que atoa.
Ele gosta de rir, e de fazer rir,
só é simples demais pra fingir sorrir.

Hoje sofreu com uma ânsia.
Uma vontade de se qualificar,
de olhar pra si e se entitular.
Ele está mudando o costume,
só não perdeu seu auto-ciúme.

Aguardem, amanhã.
A opinião sobre si próprio,
será outra.
Louca.

17/03/2008

Assim que...

toma folego:

eu vou visita-los assim que juntar dinheiro assim que arrumar emprego assim que passar na entrevista assim que me chamarem assim que deixar o curriculo assim que sair pra procurar assim que acordar cedo assim que eu sair da frente do computador.

sem virgulas, significa sem pausa pra respirar, de acordo com minha ex-professora.

Futuro do Pretendo-te

Dividindo essa vontade com a solidão;
Sigo, por ti, preso em meus princípios;
Tudo o que, um dia, tu elogiarás em mim.

Sou o equilíbrio desmontado pela ênfase;
Tu és o bom futuro e a calmaria plena;
Sou as hipóteses e teorias da estrada;
Tu és a certeza da felicidade em prêmio.

Vitória de quê? Da luta pelo entendimento
Em prol do amor maior que os diálogos.
Tu és aquela, a minha, essa, esta, a tua.

Sou o meu. Nunca teu. Sem sair de mim.
Pois se fugir de meu eu, jamais estarei aí.
Contigo, conosco, com eles; e até, comigo
( por mais que desafie linguagens e ciências).

Possessões à parte, te amo pelo resto de tudo.
Amo-te por ter me feito amar outra antes de ti,
Para que em desilusões e em erros, aprendesse.

Amo-te por estar esperando tanto pra surgir,
Pois assim eu sonho com o talvez, ou seja,
Faz-me procurar e amar-te na dúvida de quem és
Amo-te pelas besteiras que fiz e faço hoje.

E para que, no futuro, você aceite meu passado,
Amo-te pelo acordo que iremos firmar
No qual, qualquer falha será um assunto,
E nunca o fim.

E se algum dia este chegar...
...Amo-te por me fazer te esquecer
E partir para outra, devidamente pronto.

12/03/2008

O fim[?] do Quotidiano.

Obrigado pela paciênca. Para os confusos um arquivo pdf com a peça na íntegra será lançado em breve e postarei cá no blog.

Pleno Quotidiano XVI

Cena 16

(quarto de Carina, ela está sobre a cama encolhida lendo a revista.)

(batem na porta)

Marcos: (de fora) - Cá, abre aqui!
Carina: - Má? O que foi?
Marcos: - Abre logo.
( Carina levanta-se e abre a porta)
Carina: - O que...
Marcos ( abraça-a chorando) -Carina, não me abandone nunca , por favor!
Carina:(tempo) - A Gabriella descobriu?
Marcos: - Foi
Carina: - Ela viu alguma coisa?
Marcos: -Não...Por sorte ela só ouviu que eu tinha feito.
Carina: - Ela sabe que você...
Marcos:(interrompendo) - Por favor, não complete essa frase.
Carina: - E o que mais?
Marcos: - Dá pra ver que tem algo a mais?
Carina: - Dá sim.
Marcos: - Adivinha.
Carina: - (pausa)Não vai andar mais de fusca?
Marcos: - Exato. Além de ter me dado um "pé", vai embora depois de amanhã.
Carina:(silêncio)
Marcos: (chora baixo)
Carina:- Você...tá...amando?
Marcos: - Já não sei mais. Depois de tudo que me falaram, não sei se amo. O que é o amor , não sei!
Carina: - Não sabe é?
Marcos: - Definitivamente, não sei. Entendi de uma vez que não posso mudar as pessoas, e tenho que aceitá-las; entendi que não se fala "eu te amo" como se fosse obrigação. Só não entendi uma coisa: o que eu fiz pra merecer tudo isso.
Carina: Você não sabe se ama?
Marcos: - Não sei.
Carina: - Nem a mim ?
Marcos: ( longa pausa) - Você...
Carina: - Olha essa revista, olha essa capa, olha essa frase.
Marcos: (pausa) - Os nossos quotidianos são comuns.
Carina: - São. Sempre foram.
Marcos: -Por que não, mais próximos ?
Carina: -( longa pausa) De uns tempos... Ah... Nada.
Marcos: Fala
Carina: - Não há um porquê.
Marcos: - Fala , pelo amor de Deus!

(começam a perambular pelo quarto sem se encararem diretamente)

Carina: - Eu...ultimamente. Eu quero...
Marcos: - O que eu sempre quis, mas nunca percebi.
Carina: - E a amizade?
Marcos: - Nunca foi amizade. Você se dedicou mais a mim do que a você.
Carina: - Eu sempre quis...te conhecer, te entender. Eu me viciei.
Marcos: -Eu não te amo.
Carina: - Eu também não te amo.
Marcos: -Eu quero ser normal.
Carina: - Eu quero você.
Marcos: - Por quê?
Carina: - Eu quero você porque eu quero a mim.
Marcos: - Sua salvação sou eu?
Carina: - Não você. Mas o que você representa pra mim nesse momento.
Marcos: - Você não me admira.
Carina: - Não. Eu admiro o que você conseguiu fazer comigo. Você me fez admirar alguém. Assim eu fui acorrentada ao seu calcanhar.
Marcos: - Então, se nos pegarmos agora, essa dúvida estará esclarecida?
Carina: - Provavelmente.(pausa) E pra você, no que vai ajudar?
Marcos: -Pela primeira vez, vou ficar com alguém e não vou dizer que amo em seguida.
Carina: - Isso não basta.
Marcos: -Eu sinto tesão em você.
Carina:- Eu também...Eu também sinto tesão em mim.
Marcos: - Seu hobby lhe tornou letal pra mim. Você me conhece mais do que eu mesmo.
Carina: - Repito. Tive que te conhecer. Minha vida tinha perdido sentido.
Marcos: - A coisa que eu mais quero nesse momento é transar com você.

(longa pausa)

Carina: - E o que mais?

(pausa maior ainda)


Marcos:- O mocinho nunca fica com a melhor amiga no final.


( maior pausa da peça)


Marcos:- Tchau, Carina.
Carina: - Tchau, me liga quando estiver melhor.
(sai)

(B.O)
(PANO)

11/03/2008

Pleno Quotidiano XV

Cena 4

( sala de aula, Marcos em evidência, figurantes entram e vão se sentando, simulando os alunos)


Marcos: - Olha só quem está aqui!
- Pivete!
Marcos: -Ê , gracinha! Sabe que eu me chamo Marcos.
- Sim , sei.
Marcos: - Mas e aí ? O que está achando?
- Uma merda. O povo daqui fede. Sabe quando você entra num lugar e pensa "Meu Deus, o que eu estou fazendo aqui!?"
Marcos: -Entendi, vou pra lá...
- Espera brow. Não é contigo não.
Marcos: - Que doce está hoje...
- Posso ser mais doce que isso, você nem imagina.
Marcos: ( silêncio)
(ri) - Calma, rapaz. Estou zuando.
Marcos: - ha ...ha ha...( riso falso)
- Não precisa fingir pra mim.
Marcos: -Não to fingindo. Demorei a entender apenas.
(tempo)
- Diga , Marcos...
Marcos: - Oi!
- O que achou do povo dessa sala.
Marcos: - A maioria não tem metade do cérebro útil. Tem uns que pensam que tem, esses são piores.Prá lá (apontando) ficam os ricos e ratos de academia, pra cá (aponta pro lado oposto) os nerd's e os velhos.
- E nós no meio.
Marcos: -Talvez. Mas por puro acaso.
- Eu acho que você está no meio por opção.
Marcos: - Ah...
( é interrompido por uma voz de professor que começa a fazer chamada)
- Dizia?
Marcos: -Esquece...
- E as cocotas?
Marcos:- Quem? As minas?
- Isso, isso.
Marcos: - Tem umas gostosas, só que a maioria se encaixa na classe dos sem cérebros.Tem aquela lá, mais velha.Eu pegava.
- Que nojo!
Marcos: - Dá caldo...
Voz do professor:-MARCOS?
( os dois erguem o braço)
Ambos: Presente!
( Marcos olha assustado)
Professor: Calma, quem é Marcos Felipe?
Marcos: Eu.
Professor: Você é Marcos Paulo?
Paulo: -Sim, mas prefiro Paulo.
Marcos: -Seu nome é igual ao meu é?
Paulo: - É o que parece. Temos muito em comum. Não acha?
Marcos:- Sim...

(Fade out, B.O)

09/03/2008

Pleno Quotidiano XIV

Cena 14

(pequeno jardim com bancos, dentro da faculdade, chega Marcos)

Marcos: Por que você mandou me chamar?
- Eu quero que você pare com isso.
Marcos: -Seja específico, não sou adivinho.
- Pare de falar que você ama as pessoas.
Marcos: - Não.
- Você diz pra quem não deve.
Marcos: - Pra quem?
- Disse pra mim na lanchonete, disse pra coitada da Gabriella ontem na praça e disse pra não sei que amiga ao telefone.Pra essa deve falar sempre.
Marcos: -Você ta me espionando, filho da puta!
- Estou sim. E cheguei à conclusão que você é mais decepcionante do que eu imaginei.
Marcos: - Eu não estou aqui pra agradar. E do jeito que você fala, parece que EU sou quem sempre toma a iniciativa.
- Eu te beijei por que eu quis, todas as vezes.
Marcos: E então?
- Não quero mais. Chegou a hora de você tomar uma decisão definitiva na sua vida.
Marcos: - O que é isso? Um pseudo-fora?
- Presta atenção, Marcos, toma uma resolução.
Marcos: - Que resolução? Você quer que eu te escolha? É isso?
- Não.
Marcos: - Então o quê? Quer que eu perca a vergonha? Eu te beijei na lanchonete, lembra? Lá qualquer um poderia ter visto.
- Não é isso.
Marcos: - Então, na certa, tá querendo que eu mude meu jeito por você, saiba que n...
( interrompendo e gritando) - PÁRA DE FINGIR QUE NÃO ESTÁ NEM AÍ, COM ESSAS PERGUNTAS! Escuta bem, eu não quero você, porque eu não GOSTO de você, eu odeio as suas mentiras, eu odeio seu jeito besta de dizer que ama todo mundo e , por trás, ficar criticando.Eu não suporto o jeito que você se isolou do mundo. Você se acha o melhor por isso. E eu , fui a única pessoa que descobriu isso, te desarmou.Pensei que nu, você fosse melhor. Ledo e estúpido engano. Você , mesmo nu, tenta desesperadamente esconder teu pinto e teu cu! Saca? Você mesmo quando não tem mais jeito de se esconder, não dá o braço a torcer.
Você Marcos, parece ser alguem de conteudo, mas no fundo, é uma criança traumatizada, que deve ter sido muito pisada pelo mundo e quer encontrar nos outros a culpa de tudo. O mundo é como é! As pessoas são como são! Repito.
Marcos: -Ah...
(interrompendo novamente) - E antes que você dê uma desculpa esdruxula, eu vou te dizer. Mesmo com tudo isso você é apaixonante! Mesmo flagrado. Pois é admirável ver o jeito que você não desce do salto.Só que, pra mim, isso tudo não dá. Eu vou embora depois de amanhã, eu vou voltar pro Rio. Tinha que te dizer isso tudo. Agora eu quero que você vá lá, e diga exatamente assim pra Gabriella: Pede desculpas.Diz que é fato. Que você nunca a amou.Que você foi um idiota.Melhor, você é. Que você só quer o perdão dela, um dia.Diz que foi muito bom ficar com ela esse tempo.Mas vocês não se merecem mesmo.Que você é "bom demais pra ela".Você não é digno dela. É o pior tipo de covarde.É aquele que vai pra luta, mas se alia com o inimigo...Pode falar agora.
Marcos:(tempo)- Você me amou?
- Nunca, talvez nem ela.
Marcos: - O que eu faço de mim?
- Há tempo. Olhe pra dentro de si.
(Marcos vai saindo, nisso Gabriella aparece mas não notam sua presença, quando Gabriella o vê, vai em direção dele pra falar alguma coisa, mas é interrompida)
Marcos:(gritando de longe) - Eu digo que traí ela?
- Ela não merece isso. Diz que não a amae pronto.
Marcos: - Mas eu...
- VOCÊ NÃO A AMA!
Marcos: -Se é isso que você sempre quis ouvir, é mesmo.Eu não amo ninguém.
( Gabriella que ouviu isso aparece em vista)
Gabriella: - Eu devia saber! Cachorro, filho da puta!
Marcos:- Gabi! Faz tempo que está aí?
Gabriella: - O suficiente pra saber que você é infiel e mentiroso! (sai correndo)
Marcos: - Gabi! (sai atrás)
(Só em cena, olha pro chão um tempo) - Eis minha verdade...espero um dia ter essa mesma ajuda de alguém...(sai)

B.O

Pleno Quotidiano XIII

Cena 11

( sala de aula cheia, em evidência o canto em que Marcos senta, ouve-se ao fundo algo que simula a voz de um professor explicando alguma matéria)

Gabriella: - O que você tem hoje?
Marcos: (apontando com a cabeça) - Tem uma presença me irritando.
Gabriella: -Qual é o problema entre vocês? Eu não entendo! Quem vê pensa que são amigos.
Marcos: - Mas não somos.
Gabriella: - Então você é um falso
Marcos: - Por quê !?
Gabriella: - Porque você conversa demais com uma pessoa que nem gosta.
Marcos: -Não tem como fugir.
Gabriella: - Claro que tem, isso pra mim é rabo preso.
Marcos: -Que rabo?
Gabriella: - Qual é o segredo que você contou e te faz não poder discutir?
Marcos: - Nenhum.
Gabriella: - Há alguma coisa. De que falavam antes de eu chegar na sala?
Voz do professor: - Vamos esperar nosos colegas ficarem em silêncio, o papo está tão bom.
Marcos e Gabriella: - Desculpa.
(tempo)
Gabriella: - Depois conversamos...( afasta a carteira sem levantar-se)
(tempo)
(aproveitando que Gabriella se afastou, aproxima sua carteira) - Tomou cagada.
Marcos: - Vá à merda.
- Ela ta com a pulga atrás da orelha em relação a mim né.
Marcos:- Por que você está fazendo isso comigo? Você gosta tando assim de mim? É tão grande seu ciíme?
- Não é ciúme. Você não foi feito pra Gabriella.
Marcos: - Quem é você pra julgar isso?
- Sabe muito bem quem sou eu.
Marcos: - Sai daqui, vai afasta essa carteira.
- Marcos, talvez não seja de mim que você goste.Mas dela não é. Pára com isso. Para com essa mania de querer mudar as pessoas! Pára de achar que devem ser feitas para se adaptar a você.
Marcos: - Eu não acho a Gabriella perfeita, porém estamos juntos.
-Você está com ela por pura obrigação. Pra fingir pra mim, pra você e pra não sei mais quem, que consegue amar alguem como é.
Marcos: - O que você diz não faz sentido.
- Escuta, seu babaca, nesse mundo há um equilíbrio, a pessoa certa pra você não é nem quem tem tudo o que você gosta e nem a que tem tudo o que você não é. Não sou eu , nem é ela.
Marcos: (falando alto)- Sai daqui vai.
- Pára de show, cacete.
Marcos:-Sai, sai! (ameaça com uma caneta)
- (rindo) O que você vai fazer com isso?
Marcos: - Vou , sei lá, vou riscar teu braço! (começa a riscar)
- Pára seu muleque!
Marcos:(falando bem alto)-Agora vaza pra lá , vaza.
(gritando) - Então é essa sua fuga, fazer escandalo na classe?
Voz de professor: - O que é isso?
Gabriella: -Marcos!
Marcos: - Meu! Eu não te suporto!
(ri)-Mentiroso, você não vive sem mim.
Marcos:- Vá se fuder!!
Voz do Professor: -Agora chega, isso não é pré-escola, vão resolver essa briguinha besta fora da minha aula.
Marcos:(saindo) - Desculpa professor.
(saindo atrás) -Pivete.

B.O.

Pleno Quotidiano XII

Cena 7

( dentro do fusca, efeitos e BG's de uma forte tempestade)

Marcos: - Que é isso! Vai cair o céu!
- (silêncio)
Marcos: - Vira a direita agora.
- (silêncio)
Marcos: - Sobe essa.
- (obedece, na mesma)
Marcos: - Que foi? Eu tô guiando mal de novo?
- Marcos, isso é o que parece?
Marcos: -Isso o quê?
- Porque você está nesse carro?
Marcos: - Olha pra fora! Tá vendo a tempestade que tá caindo!
- Dente tantos meios que você poderia ter usado pra chegar em casa...Por que justamente o meu fusca?
Marcos: (sente-se flagrado) - Porque...porque...foi o primeiro que apareceu.
- Nós dois sabemos que não.
Marcos: - O que você está insinuando?
- A verdade. Você atravessou duas ruas embaixo de chuva, pelo o que eu percebi estavam ao lado oposto do caminho pra sua casa. Não havia motivo aparente de você estar andando por lá, a não ser porque foi onde estacionei.
Marcos: - Eu estava lá...
(interrompendo) - Agora eu fico aqui pensando. Qual a razão dessa carona. Ver, você me vê sempre. Conversar, também , sempre que quer. A sós, talvez, mas sempre é onde alguém possa nos ver de longe. Mas aqui. Dentro desse fusca. É o lugar perfeito! É a melhor situação pra você fazer o que vem planejando desde o dia em que me conheceu.
Marcos: Isso que você está falando é lou...
(interrompendo e gritando) - PÁRA DE FINGIR CARALHO!
Marcos: (pausa) - Eu quis mesmo.
- O que você vê em mim?
Marcos: - Porque você quer saber isso?
- Simples. Eu quero ver se nossas opiniões batem.
Marcos: - Você acaba comigo, você tem espírito cênico, você tem as melhores respostas, com você o papo flui, com você me sinto parte de uma grande trama importante, na qual eu sou o personagem principal.
- ...você gosta do cotidiano ao meu lado?
Marcos: - Melhor palavra você não poderia ter usado.
(pára o carro, olham-se, tocam-se e prestes a beijar...)
(tira o rosto) - Sai
Marcos: - Ta me expulsando ?
- Não, eu vou sair também.
Marcos: - Por quê?
- Eu vou te beijar lá fora, no meio da rua, onde todos possam ver.
( pausa, Marcos sai do carro )
(saindo em seguida) - Agora eu vou dizer o que me atrai em você.
Marcos: (aproximando-se) - Fala.
- Sua louca vontade de criar situações, de querer mudar o mundo, ou melhor, de querer mudar as pessoas. Entenda, elas são como são.
Marcos:- Mas o que isso tem a ver com você?
- Eu gosto de irritar meninos mimados.
( longa pausa, olham-se mais carinhosamente do que de costume, Marcos cede ao momento, beijam-se sobre a chuva. Um caminhão passa e buzina. Entram correndo de volta no carro)

B.O

29/02/2008

Pleno Quotidiano XI

Cena 9

( rua em frente à faculdade, Gabriella está parada encostada num poste, Marcos chega)

Marcos: -Tchau, Gabi.
Gabriella: - Gabi?
Marcos:- (assustado) ...É.
Gabriella: - Nossa!
Marcos: - Que foi? Não pode te chamar assim?
Gabriella: - Pode. É que eu me assustei. Sei lá, acho que é a terceira vez que conversamos.
Marcos: - Então precisa de intimidade pro apelido.
Gabriella: -Não.
Marcos: - Você está se contradizendo.
Gabriella: - Não importa.
Marcos: - Não mesmo.
( Gabriella joga o fichário no chão)
Marcos: Que foi? O que você tá fazendo?
Gabriella: - Se se contradizer não importa, estou eliminando duas regras que se contradizem. A que diz pra eu ser eu mesma, e a que diz que eu não posso me insinuar pra você.

( Gabriella agarra-o e beijam-se)

Marcos: - Nunca gostei de regras.
Gabriella: - Gosta sim. Diz que não porque não sabe aplicá-las.
Marcos:- (ri) Não conhecia essa sua veia cômica, Gabriella.
Gabriella: -Gabi.
Marcos: - Quê!?

(Gabriella beija-o de novo)

(B.O)