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Reclamando a dorzinha pequena

Ai, sabe? Eu detesto escrever por obrigação, assim como eu não consigo ser objetivo. Mas eu detesto tanta coisa e faço, sabe?
Ai, além disso também, me dói ficar abrindo esta maldita janela de edição textual e ficar minutos a pensar.
Ai, sem contar que tudo o que sai são idéias vagas sobre algum conceito de minha vida que desgosto.
Eu escrevo pra reclamar
Ai, e quando eu finjo tentar conseguir ser poeta, ou seja lá o que for ser poeta ou ser escritor.
Ai, mesmo assim eu fico pensando e me surgem as idéias. Coisinha ou outra que me dá vontade de postar, daí eu penso: "pra quê?"
Ai, gente, ter um blog é meio que um tiro no escuro, sabe? Mas tudo bem, tudo azul... Pra quê leitores?
Ai, pra quê platéia pro ator, pra quê aluno pro professor, pra que parceiro pro sexo?
Ai, Meros Devaneios Tolos tornaram-se -- ou sempre foram -- um monólogo numa sala vazia, uma aula para as paredes ou uma punhetinha de banheiro.

Comentários

Mandy disse…
Ai cu, ninguem me avisou que nao era pra ler aqui!!
Tiago Faller disse…
Ai cu, ninguem me avisou que nao era pra ler aqui!! [2]

Vou lembrar de tirar a tag [tranparente] dos próximos comentários.

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Falando de religião

Eu saio na hora do almoço da escola às quartas-feiras e, após resolver algumas coisas da vida, cheguei em casa como sempre na vontade de usar o computador. Minha irmã estava no meu quarto e meu notebook só se conecta á internet quando cabeado, então peguei o pc da minha mãe e fiquei na sala. 

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Out do In

Entra no boteco suburbano, decorado com fotos P&B, bandeiras arco-íris e uma estátua do buda no canto do salão; passa pelas pessoas sentadas, perdidas entre doses de conhaque com limão, cervejas mais amargas que a média; entreolha os pares de all-stares, os moletons e os cachecóis xadrezes; sobe no pequeno palco usado vez ou outra para declamar poesias ao toque do violão; para e observa cada um dos presentes. Estes ao notarem a presença do rapaz cessam de assobiar bossa-nova. Ele estufa o peito de coragem e manda às favas as consequências, julgá-lo-iam  incessantemente depois disso, mas não importava. Quando a batida indie da jukebox termina de tocar ele aproveita o silêncio coletivo para fazer a revelação fatídica em alto e bom som:

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Deixa o bar sem o brio de olhar pra trás e fitar os olhares de indignação.