Pular para o conteúdo principal

Até morrermos, a vida é um texto cheio de vírgulas, travessões e reticências...

Talvez um dos prazeres mais inenarráveis da vida de um homem de vinte anos seja ficar em casa sozinho numa noite de sábado, comendo pizza de quatro queijos, bebendo coca-cola, sentado em frente do computador, com um fone de ouvido dos grandes, cantando bem alto Adriana Calcanhotto, Mart'nália, Seu Jorge, entre outros; além de sonhar com o amor distante e possível um dia desses e rir feito bobo da própria vida e entender porque as mulheres valorizam tanto esse tipo de coisa - depois de uma semana que começou com uma despedida - e um grande "não sei" pra resposta de toda pergunta, e a vontade quase que inexplicável de mandar essa inabilidade de lidar com palavras difíceis, líricas e estilísticas ir se danar, e de escrever um texto - metaforizando a vida real - sem um ponto final que seja...

Comentários

Letícia disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Letícia disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Letícia disse…
Fiquei algumas horas na cama ontem, pensando na vida e no rumo que eu queria tomar, e com certeza usar um blog (que nem é meu) como válvula de escape, por sentir pena de mim mesma, não é o que eu quero para mim. Assisti recentemente a um programa de entrevista, cujo entrevistado era Washington Olivetto, publicitário, que sofreu um seqüestro em 2001, ele disse “Eu fui uma vítima, mas não sou uma vítima, tive 30 segundos para decidir como iria seguir a minha vida daquele dia em diante, e eu escolhi por não ter pena de mim mesmo...”, ou algo similar. Pessoas que vivem ou viveram momentos bem mais trágicos que o meu, decidiram lutar pela vida, optaram por dar um propósito a sua existência, acho que sou capaz de fazer o mesmo.
Acredito que independente da idade de um homem, quando ele se encontra sozinho, apenas na companhia de seus pensamentos, sob efeito de uma bela e inspiradora trilha sonora, e consegue traduzir em palavras seus sentimentos, estes merecem ser lidos, porque é a representação mais fiel de quem esse homem é; saber o que uma pessoa sente e tentar compreende-la é algo que todos deveriam ser capazes de fazer, abdicar um pouco do egocentrismo e dedicarmos alguns minutos para ler e aprender um pouco mais sobre o sentimento alheio é algo inexplicavelmente revelador, talvez só assim seja possível descobrir quem na realidade somos. Hoje descobri porque gosto tanto de ler os devaneios de Marcelo Aglio, mesmo o conhecendo tão pouco, leio porque cada vez que me identifico com algo que é dito, eu me sinto menos sozinha, e mais segura de quem eu sou e do que sou capaz.
Eu poderia dizer novamente, as idéias que me passaram pela cabeça ou os momentos que eu revivi ao ler esse post, ou os outros, porém, hoje quero apenas agradecer por me lembrar que sempre haverá perguntas que não terão respostas, e não há palavra que possa explicar o quão frustrante isso pode ser, mas às vezes o melhor é continuar a viver, porque a vida não acabou, portanto sempre haverá a possibilidade de usarmos uma vírgula, um travessão ou uma reticência, e continuarmos a história.
Ivete disse…
Gosto dos teus textos. É tão raro ver homens jovens expressando sentimentos assim...Parabéns!
Ivete disse…
Adorei tua visita, teu comentário.Obrigada! Fez-me sentir importante! Mas volto a dizer-te,mesmo que as pessoas possam esquecer de te falar: escreve sempre como tens feito, com coração, com sentimento e com esta clareza peculiar em ti.É mesmo muito bom ler-te!
Beijinhos
Rebecca Garcez. disse…
é, celo! depois de viver o que vivi hoje, passei por aqui como quem não quer nada, li suas verdades e... pode ter a certeza de que depois delas, subi mais uns 3 degraus da minha escada!

Postagens mais visitadas deste blog

OLHA

Nesse blog não relato coisas que "só acontecem comigo", mas tô disposto a escrever um troço aqui, e quem não curtir pode clicar naquele x vermelho lá. Porque o blog é meu (tá, agora ficou parecendo outra coisa), enfim:


 Tô aqui pra deixar claro que sou contra a censura, mas a favor do respeito, por isso mesmo digo: crianças, não paguem suas contas em dia.   Sério, o CEUNSP faz uns boletos mucholocos que contam fim de semana como dias úteis (Gente, eles encontraram utilidade no domingo! Isso é sacrilégio!), daí seu boleto sempre vence 1 ou 2 dias antes do quinto dia útil do resto do Brasil. De boas, tô até acostumado a pagar sempre atrasado. A questão é que meu pagamento caiu hoje, na mesma data de vencimento do boleto de setembro, e eu pensei em uma vez na vida ter a capacidade de não pagar juros e taxa de conta vencida. Fui lá, tirei a grana e fui à faculdade quitar minha dívida com a sociedade (ou ao menos, metade dela). O fato é que "não recebemos mensalidade antes do…

O ano de viver perigosamente.

Vivere pericoloso é o que diriam os italianos, ou até um romance que conta um trecho da história da Indonésia. Foi por aí que me interessei em "Year of Living Dangerously" da "Scissor Sisters", uma de minhas bandas favoritas. Simplesmente porque ela descreve tudo o que 2013 deve ser de acordo com os meus planos. A letra fala por si.


  "Year Of Living Dangerously"
Tell me what does it mean to be faithful?      Diga-me o que quer dizer ter fé? Is a heart only made for beats?                   Um coração só foi feito para bater? Just another word for painful?                     Somente outra palavra para o sofrimento?
So I try to slow down, the brake’s broken.    Então eu tento ir mais lento, o freio quebrou. There’s no way to jump out of here,            Não há modo de pular fora daqui. All these conversations unspoken...             Todas essas conversas não ditas...
So I keep searching                                  Então eu continuo procurando For every…

Pão, pão; queijo, queijo.

- Então é isso, Celina? É pão, pão; queijo, queijo?... Eu bem vejo como você é determinada, como é cheia de preceitos e, sabe, isso é bonito de ver, Celina. Gente assim tá em falta no mundo, de verdade. Gente que sai, que escuta os outros, que pensa sobre as atitudes e que depois não arreda pé daquilo que determina. Eu não, Celina,  eu sou um bundão. Todos os dias eu saio por aí tentando colecionar afetos depois que você me deixou. Não é que eu esteja te culpando, Celina, logo você que é tão compreensível. Eu só saía por aí tentando ser uma daquelas pessoas que conquista todo mundo com um sorriso, uma palavra doce, igualzinho a você. Eu queria ser você. Só que não adianta, não é verdade, Celina? Não adianta a gente querer mudar o que é de verdade, além de bundão, eu sou um turrão. Só me compram depois que lêem da página dois pra lá; contigo não, você é tão cheia de si, tão dona do sorriso mais sincero que eu já vi. Na verdade eu queria você pra ser um pouco como você. Eita menina dete…