01/08/2009

Até morrermos, a vida é um texto cheio de vírgulas, travessões e reticências...

Talvez um dos prazeres mais inenarráveis da vida de um homem de vinte anos seja ficar em casa sozinho numa noite de sábado, comendo pizza de quatro queijos, bebendo coca-cola, sentado em frente do computador, com um fone de ouvido dos grandes, cantando bem alto Adriana Calcanhotto, Mart'nália, Seu Jorge, entre outros; além de sonhar com o amor distante e possível um dia desses e rir feito bobo da própria vida e entender porque as mulheres valorizam tanto esse tipo de coisa - depois de uma semana que começou com uma despedida - e um grande "não sei" pra resposta de toda pergunta, e a vontade quase que inexplicável de mandar essa inabilidade de lidar com palavras difíceis, líricas e estilísticas ir se danar, e de escrever um texto - metaforizando a vida real - sem um ponto final que seja...

6 comentários:

Letícia disse...
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Letícia disse...
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Letícia disse...

Fiquei algumas horas na cama ontem, pensando na vida e no rumo que eu queria tomar, e com certeza usar um blog (que nem é meu) como válvula de escape, por sentir pena de mim mesma, não é o que eu quero para mim. Assisti recentemente a um programa de entrevista, cujo entrevistado era Washington Olivetto, publicitário, que sofreu um seqüestro em 2001, ele disse “Eu fui uma vítima, mas não sou uma vítima, tive 30 segundos para decidir como iria seguir a minha vida daquele dia em diante, e eu escolhi por não ter pena de mim mesmo...”, ou algo similar. Pessoas que vivem ou viveram momentos bem mais trágicos que o meu, decidiram lutar pela vida, optaram por dar um propósito a sua existência, acho que sou capaz de fazer o mesmo.
Acredito que independente da idade de um homem, quando ele se encontra sozinho, apenas na companhia de seus pensamentos, sob efeito de uma bela e inspiradora trilha sonora, e consegue traduzir em palavras seus sentimentos, estes merecem ser lidos, porque é a representação mais fiel de quem esse homem é; saber o que uma pessoa sente e tentar compreende-la é algo que todos deveriam ser capazes de fazer, abdicar um pouco do egocentrismo e dedicarmos alguns minutos para ler e aprender um pouco mais sobre o sentimento alheio é algo inexplicavelmente revelador, talvez só assim seja possível descobrir quem na realidade somos. Hoje descobri porque gosto tanto de ler os devaneios de Marcelo Aglio, mesmo o conhecendo tão pouco, leio porque cada vez que me identifico com algo que é dito, eu me sinto menos sozinha, e mais segura de quem eu sou e do que sou capaz.
Eu poderia dizer novamente, as idéias que me passaram pela cabeça ou os momentos que eu revivi ao ler esse post, ou os outros, porém, hoje quero apenas agradecer por me lembrar que sempre haverá perguntas que não terão respostas, e não há palavra que possa explicar o quão frustrante isso pode ser, mas às vezes o melhor é continuar a viver, porque a vida não acabou, portanto sempre haverá a possibilidade de usarmos uma vírgula, um travessão ou uma reticência, e continuarmos a história.

Ivete disse...

Gosto dos teus textos. É tão raro ver homens jovens expressando sentimentos assim...Parabéns!

Ivete disse...

Adorei tua visita, teu comentário.Obrigada! Fez-me sentir importante! Mas volto a dizer-te,mesmo que as pessoas possam esquecer de te falar: escreve sempre como tens feito, com coração, com sentimento e com esta clareza peculiar em ti.É mesmo muito bom ler-te!
Beijinhos

Rebecca Garcez. disse...

é, celo! depois de viver o que vivi hoje, passei por aqui como quem não quer nada, li suas verdades e... pode ter a certeza de que depois delas, subi mais uns 3 degraus da minha escada!