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Quando se quer, se faz.

Quando do conforto da solidão se é retirado,
em meio a traumas e desesperos, o encontro.
Pontes com o passado, conversas risonhas...
Lá estava ao lado, portando timidez estática.
Pensar e agir: flertar. 
Como se quis, como se fez. Arrepios.
Carona, conversa, descoberta. Contatos.

Quando no dia seguinte há ansiedade, 
Mensagens exteriorizam-se pelos elogios e atenção.
Conversas paralelas à rotina. Pensamentos idem.
Daqueles que vêm, ocupam e permanecem. 
O desejo incontrolável de se ver de novo.
Como se quis, como se fez. Carinhos.
Conhecer, conversar, comparar. Semelhanças.

Quando se segue esperando o novo,
não se enxerga o outro lado do sentir.
Continuou-se a ir, à gostar a sempre querer.
Do modo mais infantil e eficiente, gostar.
A alegria de se sentir completo, enfim.
Como se quis, como se fez. Encontros.
Encontrar, beijar, falar. Gostar.

Quando se é perfeito demais, 
a ponto de perder a emoção,
Depara-se com o receio de viver assim.
Um dos lados fincou os pés no chão.
Para o próprio bem, parar com isso agora.
Como se quis, como se fez. Amizade.
Conversar, terminar, elogiar. Chorar.

Quando se chora finalmente pelo o que sempre fez com que os outros chorassem...

Comentários

Carlos disse…
Texto incrível. Quando penso que você chegou no ápice da sua escrita, você me surpreende! Parabéns, mais uma vez. Parece que durante toda a minha vida terei que lhe parabenizar Aglio...
Texto muito bem escrito. Ao brincar com as palavras, parece que se brinca com as próprias ações, sentimentos!
mm disse…
Olha. É isso mesmo.
Confesso que compartilhei de uma identificação aí. rs
O texto é ótimo, bem escrito bla bla bla que você já está acostumado.
Mas hoje resolvi ler seu blog e vaoilá: essa passagem me volta à mente.

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