01/06/2009

Apavorados

E o trato qual é ?
É não falar de amor, nega.
Mas como não falar de nós?

Como esquecer esse pavor que se apodera de tudo?
Desconsiderar juras e planos?
Sei lá se nasci assim,
sei lá se fui criado,
se me calejei ou simplesmente escolhi:
Eu sou realista.

Até demais, até o ponto das vísceras retorcerem-se de pânico do futuro.
Porque eu sei que dia a dia eu vou lhe amar por uma coisa diferente.
Vou lhe admirar,
por coisa e tal.

Do âmago me sai um juramento,
uma jura que põe em vão
o controle sobre a eternidade.

E você diz:

"Simplesmente não precisa,
é lindo mas não realiza
o controle que temos de nós.
Sabemos do agora, não do após."

Ai, menina, lhe amo mais agora.

E você, dominando com maestria a arte do juramento
jura diferente, mostra a melhor opção pro momento:

"Eu lhe juro que vou lutar até não ter mais jeito pra que tudo dê certo."


Entre juras e lutas, existem centenas de quilômetros.
Entre um homem e uma mulher, absolutamente nada.
De hoje em diante:

D E S P R E
T E N S I O S A
M E N T E

3 comentários:

Bárbara Araujo disse...

e ele não ia postar por falta de problemas.

(L)

só é possível te amar, Marcelo.

Líviarbítrio. disse...

Que lindo!
Sem palavras, simplesmente encantador.

Parabéns moço apaixonado.
;)

Tato Barba disse...

Só é possível te amar, Marcelo. (2)

(Claro que, de uma forma diferente...rs)

A maestria da jura é dela.
A da palavra é sua, amigo.

Aquele abraço!