11/01/2009

Nem sempre crônicas fazem sentido.

Era mais um dia comum em que ele chegava em casa, ao fim de um expediente de trabalho não tão cansativo quanto deveria ser, mas o suficiente pra ele se sentir bem consigo e seguir adiante.
Como estava com tempo livre à noite, decidira por entreter-se com alguma coisa ou outra, sem significado. Sem significado tal qual sua vida, seus vícios suas paixões...
Ele - eu, você, nós - estava certo que nada mais fazia sentido. Não sentido no sentido sentimento, mas no sentido sentir. Acordar cedo, ir ao trabalho, ocupar-se lá de algo que lhe fazia útil, tornar à casa (semelhantemente ao bom filho), entreter-se, conversar com alguéns e ir dormir... tudo tão obsoleto, vazio e oco.
Pelo óbvio, ele procurou de onde viria a culpa: de si próprio ou de outrem? Num primeiro momento culpara seus desamores e desafetos; em seguida, culpara-se; por fim, desistiu de procurar cabelo em ovo e foi dormir.
Chorar na cama que é lugar quente. 

4 comentários:

Andrine disse...

muito bom o texto celo, para refletir.

Tiago Faller disse...

Eu, você, nós...

"Não habita, se habitua." (8)

Duda disse...

Ah, que triste. Nem tem o que falar depois de ler uma coisa dessas. Ainda mais olhando pra essa foto ali do lado, com cara de anjo owwwwwwwwwwwwn BEIJO, GATO =*

Celo Aglio disse...

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