Pular para o conteúdo principal

Posso contar um segredo?


Parando pra pensar:
Tenho um ótimo emprego;
Estudo em um curso que me condiz;
Tenho amigos que eu amo e me amam;
Minha família é minha base;
Sinto admiração e amor reciprocamente por uma mulher.

*
Pensando sem parar:
Meu emprego afoga-me em revolta;
Meu curso me deixa vazio;
Eu dependo demais dos meus amigos;
Minha família consegue me irritar;
A mulher está muito longe geograficamente.

*
Sem parar e sem pensar:
Sinto-me bem com o emprego, mal com o que passo lá;
A faculdade me acrescenta, mas me sufoca;
Meus amigos são minha base, e estou em queda livre;
Minha família é meu reflexo, ou vice-versa;
Deus teve um propósito em me colocar aqui e a ela lá.

Qual é meu conceito de felicidade?

Comentários

Tiago Faller disse…
Perfeito em cada palavra e ainda mais perfeito sabendo usar situações para fazer arte.

"Meus amigos são minha base, e estou em queda livre;"

Profundo e inteligente. Tua cara!
Lívia Brito disse…
Ahá! Acho bom que não tenha demorado muito ;)

Sei nem o que criticar (?)
Penso muito nisso, nessas e em outras situações nunca chego a uma conclusão e, consequentemente, não sei se sou feliz.

Talvez um pouco, o que me basta.

;)
Beijos.
Marília disse…
conceito de felicidade varia de acordo com sua situação atual. Não adianta querer ter uma só visão sobre um assunto tão vasto, complexo e maravilhoso que é a felicidade. Prefiro ve-la como a minha reação à tudo de bom que me acontece.

Adorei o texto, Ma!
Anônimo disse…
aff isso eh um blog msm?
Duda disse…
O teu eu não sei, mas o meu é um estado de espírito. Que muda tanto, mas tanto, que me permite gostar e desgostar de uma mesma coisa ou pessoa várias vezes num dia. Ou ao mesmo tempo.
Obrigada! :) :*
? igor. disse…
o conceito de felicidade deve ser a própria busca dela. a não ser que vc seja budista, deve ser muito chato alcançar a felicidade permanente. (:
abraço.
Hum, muito bom... pra variar...
Vc tem escrito coisas muito boas! Parabéns!
Canceito de felicidade? |Cada um tem o seu!
Lívia Brito disse…
Sumiu de novo!

Tô passando pra dizer que te repassei um meme, dá uma olhada lá na Mera! ;P

É só pra você voltar logo! hihi
;**

Postagens mais visitadas deste blog

O ano de viver perigosamente.

Vivere pericoloso é o que diriam os italianos, ou até um romance que conta um trecho da história da Indonésia. Foi por aí que me interessei em "Year of Living Dangerously" da "Scissor Sisters", uma de minhas bandas favoritas. Simplesmente porque ela descreve tudo o que 2013 deve ser de acordo com os meus planos. A letra fala por si.


  "Year Of Living Dangerously"
Tell me what does it mean to be faithful?      Diga-me o que quer dizer ter fé? Is a heart only made for beats?                   Um coração só foi feito para bater? Just another word for painful?                     Somente outra palavra para o sofrimento?
So I try to slow down, the brake’s broken.    Então eu tento ir mais lento, o freio quebrou. There’s no way to jump out of here,            Não há modo de pular fora daqui. All these conversations unspoken...             Todas essas conversas não ditas...
So I keep searching                                  Então eu continuo procurando For every…

Out do In

Entra no boteco suburbano, decorado com fotos P&B, bandeiras arco-íris e uma estátua do buda no canto do salão; passa pelas pessoas sentadas, perdidas entre doses de conhaque com limão, cervejas mais amargas que a média; entreolha os pares de all-stares, os moletons e os cachecóis xadrezes; sobe no pequeno palco usado vez ou outra para declamar poesias ao toque do violão; para e observa cada um dos presentes. Estes ao notarem a presença do rapaz cessam de assobiar bossa-nova. Ele estufa o peito de coragem e manda às favas as consequências, julgá-lo-iam  incessantemente depois disso, mas não importava. Quando a batida indie da jukebox termina de tocar ele aproveita o silêncio coletivo para fazer a revelação fatídica em alto e bom som:

- Meu CD preferido do Los Hermanos é o primeiro.

Deixa o bar sem o brio de olhar pra trás e fitar os olhares de indignação.

Falando de religião

Eu saio na hora do almoço da escola às quartas-feiras e, após resolver algumas coisas da vida, cheguei em casa como sempre na vontade de usar o computador. Minha irmã estava no meu quarto e meu notebook só se conecta á internet quando cabeado, então peguei o pc da minha mãe e fiquei na sala. 

Só estou descrevendo isso, porque é algo que NUNCA ocorre, não fico normalmente na sala  de casa às três da tarde. Foi quando tocou a campainha no melhor "tem um tempinho para Jesus?". Olhei pelo vidro da porta: dois daqueles rapazes de camisa branca e gravata que passam pelas ruas. Certa vez eles vieram em casa e conversaram com meu pai.

Eu sabia no que aquilo tudo ia dar, entretanto eu não era o mesmo daquele tempo... minha fé e meu conceito de religião já mudaram muito. Fui atendê-los.
Um era bem branco, alto, com um sotaque estrangeiro: americano ou inglês. O outro era mulato mas falava meio ressabiado de boca quase fechada... tentei identificar naquele momento de que país era, mas foi…